por Pe. Jonas
Tendo Jesus navegado outra vez para a margem oposta, de novo afluiu a ele uma grande multidão. Ele se achava à beira do mar, quando um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo, se apresentou e, à sua vista, lançou-se-lhe aos pés, rogando-lhe com insistência: 'Minha filhinha está nas últimas. Vem, impõe-lhe as mãos para que se salve e viva'."Mc 5, 21ss
Jesus está cercado de uma multidão quando Jairo, chefe da sinagoga, se aproxima d’Ele, e se prostra pedindo que o Senhor imponha as mãos sobre sua filha que estava doente, para que esta fosse curada. Então, Jesus se põe a caminho da casa de Jairo. E, no meio do caminho, Ele encontra uma mulher que sofria de hemorragia, e mesmo diante da sua situação, deixou nascer um propósito em seu coração.
"Dizia ela consigo: Se tocar, ainda que seja na orla do seu manto, estarei curada". (vers. 28).
Imagine você, principalmente mulher, passar por uma situação como a dela. Para os judeus, a mulher, quando estava menstruada, era considerada impura e o homem nem mesmo a poderia tocar. Para eles, durante o tempo da impureza a pessoa estava longe de Deus. Imagine aquela mulher, há doze anos longe de Deus e sendo considerada impura! Na mentalidade dela e dos outros, estava impura e tudo que ela tocasse ficaria impuro.
Ela sabia que não podia tocar Jesus, pois em sua mente sentia indigna. Mas, o coração dela a impulsionava a tocar nas vestes de Jesus.
Veja o que acontece: "Jesus percebeu imediatamente que saíra dele uma força e, voltando-se para o povo, perguntou: Quem tocou minhas vestes?" (Vers. 30)
Você entende o drama daquela mulher? Ela pensava que era a causadora deste mal. O que ela faz?
"Responderam-lhe os seus discípulos: Vês que a multidão te comprime e perguntas: Quem me tocou? E ele olhava em derredor para ver quem o fizera. Ora, a mulher, atemorizada e trêmula, sabendo o que nela se tinha passado, veio lançar-se-lhe aos pés e contou-lhe toda a verdade." (vers. 31-33)
Ela dizia constantemente a si mesma: "A culpada sou eu, eu sou a impura, há doze anos eu estou com esta impureza". E como Jesus respondeu ao relato cheio de aflição daquela mulher? Veja qual foi a resposta do Senhor:
"Mas Ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou. Vai em paz e sê curada do teu mal". (vers. 34)
A primeira coisa foi chamá-la de filha, não a chamou de mulher, não chamou de uma maneira genérica, mas de filha.
O Senhor Jesus está no meio de nós, pois estamos reunidos aqui com pelo menos 15 mil pessoas. Apenas não o vemos, não o tocamos mas, sabemos que Ele está no meio de nós.
Diga: "Ele está no meio de nós e me chama de meu filho. Realmente Senhor, eis aqui o teu filho, obrigado porque me chamas de filho. Eu declaro eu sou o teu filho, Senhor. Obrigado porque tenho alguém que me ama. Eis aqui o teu filho Senhor!"
O que a levou a tocar no manto de Jesus? Ela não foi levada pela sua cabeça, pois se achava impura. Não foi pelos sentimentos, pois ela se achava indigna e culpada. Ela tocou na orla de Jesus, levada pela sua fé. E o Senhor declarou: "Filha tua fé te salvou".
Diga: a minha fé deve me salvar, Senhor. Não quero me deixar guiar pela minha cabeça, nem pelos meus sentimentos, nem pelas minhas emoções. Eu sei que Tu estás aqui e que podes todas as coisas. Se queres, podes trazer a solução para os meus problemas. Para Ti não há problema sem solução. Que eu seja movido pela fé.
A palavra de Jesus foi essa: "Filha a tua fé te salvou, vai em paz e sê curada do teu mal". Sabe, Jesus quer que saiamos, já nesta manhã com esta palavra realizada em nossas vidas. Creia: Jesus vai te abençoar. Ninguém vai escapar das graças de Deus. Há uma cruz agora sobre a tua casa, uma cruz vermelha sobre tua família, sobre você, aí onde você está. A cruz vermelha do sangue de Jesus está sobre você!
Aquela mulher se sentia indigna, se sentia assim até mesmo diante de Deus. Ela se sentia, indigna, indigna, indigna. Se sentia indigna e culpada. As pessoas costumam se sentir indignos e culpados.
No nosso meio, existe uma multidão de pessoas que se sentem indignas e culpadas. Saiba, estes dois sentimentos fazem muito mal para a alma.
Não podemos nos desconectar de Deus. Quando nós nos sentimos indignos diante do Senhor, este sentimento vai nos desconectando, vai nos estragando. E quantas passoas, por se sentirem assim foram perdendo a dignidade e achando até que Deus não as ouve mais, não as ama mais...
O Senhor está dizendo: "Filho, filha, tua fé te salvou".
Infelizmente, a cabeça acusa e enquanto o padre fala a sua mente vai te macerando. O verbo macerar é muito forte. Macerar é você pegar, por exemplo, pétalas e amassar, estragar. O sentimento de indignidade faz isso em nós. Jesus está dizendo: "eu não estou te chamando de indigno, mas de filho".
Não escute tua cabeça, ela é louca, os teus sentimentos também são loucos. Eles vão te levar para o buraco, eles vão macerar você. Os teus sentimentos não podem conspirar contra você. A tentação pega um conduto: a sintonia dos nossos sentimentos e emoções para macerar.
Há partes muito boas em você, ainda há partes santas em você. Não deixe que a tentação acabe e macere você. Jesus está te dizendo: "Filho, filha tua fé precisa te salvar, não dê ouvidos aos teus pensamentos e sentimentos de inferioridade".
Para dizer a verdade, nenhum de nós é digno. O que dizemos antes da comunhão? "Senhor eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas se dizei uma palavra eu serei salvo". O centurião disse em relação a sua casa, mas nós dizemos em relação a nossa alma, pois é lá que Jesus vai habitar. Todos nós somos indignos e eu sou o primeiro, mas Jesus não quer que a tentação pise em cima de nós. O demônio não pode mais fazer isso com você.
Jesus está dizendo para você: "vai em paz e sê curado do teu mal". Eu não sou digno, mas o Senhor me faz digno.
Nós somos culpados, somos réus, devíamos ser condenados por causa de nossos pecados. Mas, Ele está aí fiel, é justo para nos purificar de toda a iniqüidade. O inimigo pega a nossa cabeça e bagunça tudo, nos deixa cegos.
Você não pode permitir que isso aconteça. Ajude o Senhor a realinhar tudo, arrumar tudo, coopere com o Senhor. Quando reconhecemos os nossos pecados, Deus está pronto para nos perdoar os pecados e nos justificar.
Mas, muitas vezes não nos deixamos perdoar. Ele estava pronto para me perdoar, mas eu não permiti. A nossa fé diz que Deus nos perdoa, porém infelizmente não vamos pela fé.
Lembra daquela cruz vermelha? Diga: "Sobre minha vida está cruz e o sangue de Jesus. Uso a fé e não a cabeça. Me rendo diante do Senhor, me rendo diante do Senhor..."
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'SE CALAREM AS VOZES DOS PROFETAS AS PEDRAS FALARÃO'
quarta-feira, 6 de abril de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
Eucaristia e confissão, armas contra a tentação
Uma grande tentação é não fazer a vontade de Deus
Tua Palavra, Senhor, é mais penetrante que uma espada de dois gumes. Toca-nos, agora, Senhor, para que Tua Palavra possa trazer a vitória sobre qualquer espírito mau que queira nos enganar.
Eu acho que todos devem saber o que os romanos faziam quando derrotavam um império ou um general. O vencedor entrava de forma triunfante em Roma. E em meio àquela entrada triunfal, o general era aplaudido e louvado. E o general derrotado era amarrado à carruagem do vencedor. E isso era o máximo de humilhação para quem que havia sido derrotado.
Se olharmos Colossenses, veremos que São Paulo usa esse mesmo fato para falar da derrota do inimigo de Deus. Já foi dito várias vezes que o demônio já foi derrotado. Não precisamos temer nada. É verdade que o maligno é como um leão que ruge à nossa volta, tentando achar uma brecha e nos devorar. Mas por que ele continua a entrar nesse campo de batalha, uma vez que já foi derrotado? A intenção dele é diminuir a força do reinado de Jesus. Satanás continua a tentar enfraquecer aqueles filhos e filhas de Deus que fazem parte do Reino de Deus. E a experiência de muitos é esta: "Por que depois que comecei a seguir Jesus tenho mais tentações, me sinto mais oprimido que antes e tenho mais crises?"
Muitas pessoas, muitos cristãos, uma vez que tomam a decisão de seguir ao Senhor pensam que vão ter uma vida mais tranquila. Mas a verdade é o contrário, pois o demônio não tem interesse em atacar os que não são seguidores de Jesus. O interesse dele é colocar obstáculos na vida daqueles que decidiram seguir o Senhor. Os cristãos são as pessoas mais atacadas. Até os santos foram perseguidos.
Seguir Jesus, num momento de entusiasmo, é fácil, mas continuar O seguindo nos momentos de sofrimento é difícil. Mas existe uma coisa, uma técnica que frequentemente o demônio usa para nos atacar: o desânimo, o desencorajamento. O inimigo de Deus virá tentá-lo quando você estiver se sentindo fraco, cheio de medos, com raiva, ansioso e triste. Ele é como um rato dentro em um duto. Você não o vê. Ele age durante à noite, esconde-se sem que ninguém o veja. Mas se você derramar uma chaleira de água quente lá onde ele está, ele vai ter de sair do buraco. Quanto mais louvamos a Deus, tanto mais o maligno não consegue suportar isso e foge.
O desânimo não vem de Deus, sempre vem do inimigo, daquele que nos faz desistir de seguir em frente.
Não temos por que temer o diabo, pois ele já foi derrotado. Ele é que tem de ter medo de você e de mim! A razão para isso é simples: nós somos filhos e filhas de Deus, herdeiros do Reino de Altíssimo. O maligno tem muita raiva, porque aquilo que foi dado a ele uma vez, agora é dado para nós. Ele tem raiva e ódio de nós por causa disso. Ele odeia a cada um de nós. E faz tudo para nos enganar, para que voltemos desencorajados e desanimados. Ele tenta nos enganar de várias maneiras.
É nosso papel lutar contra essas táticas que inimigo de Deus utiliza para nos desanimar. Outra tática usada por ele é nos apresentar meias verdades, porque o demônio é um mentiroso, enganador, trapaceiro. Ele nos apresenta algo que parece muito bom, quando, na verdade, é muito ruim.
O maligno diz que, por causa dos seus pecados, você não consegue fazer nenhuma tentativa para ser mais santo. E faz de tudo para que nós saiamos do caminho da vontade do Senhor. Muitas vezes, nós pensamos que tentações são apenas relacionadas ao sexo, à raiva, a sentimentos de ódio e vingança. Essas são grandes tentações. Mas temos de estar atentos a uma grande tentação que é não fazer a vontade de Deus. Ele ousou tentar Jesus a desobedecer ao Pai, quando O levou ao alto do monte e mostrou-Lhe as cidades, dizendo-Lhe que elas pertenciam a Ele.
Irmãos e irmãs, será uma luta até o fim de nossa vida, mas se nós usarmos as armas certas não precisaremos ter medo nenhum. A primeira arma é a Eucaristia. O inimigo treme diante do Corpo de Cristo, porque é sinal de humildade, enquanto ele luta para ter poder. Jesus Cristo quis, por um momento, aniquilar a Si mesmo, entrando nas espécies do pão e do vinho para ficar perto de nós. Uma outra arma forte contra o maligno é o sacramento da confissão, que é mais poderoso do que a própria oração do exorcismo.
Tua Palavra, Senhor, é mais penetrante que uma espada de dois gumes. Toca-nos, agora, Senhor, para que Tua Palavra possa trazer a vitória sobre qualquer espírito mau que queira nos enganar.
Eu acho que todos devem saber o que os romanos faziam quando derrotavam um império ou um general. O vencedor entrava de forma triunfante em Roma. E em meio àquela entrada triunfal, o general era aplaudido e louvado. E o general derrotado era amarrado à carruagem do vencedor. E isso era o máximo de humilhação para quem que havia sido derrotado.
Se olharmos Colossenses, veremos que São Paulo usa esse mesmo fato para falar da derrota do inimigo de Deus. Já foi dito várias vezes que o demônio já foi derrotado. Não precisamos temer nada. É verdade que o maligno é como um leão que ruge à nossa volta, tentando achar uma brecha e nos devorar. Mas por que ele continua a entrar nesse campo de batalha, uma vez que já foi derrotado? A intenção dele é diminuir a força do reinado de Jesus. Satanás continua a tentar enfraquecer aqueles filhos e filhas de Deus que fazem parte do Reino de Deus. E a experiência de muitos é esta: "Por que depois que comecei a seguir Jesus tenho mais tentações, me sinto mais oprimido que antes e tenho mais crises?"
Muitas pessoas, muitos cristãos, uma vez que tomam a decisão de seguir ao Senhor pensam que vão ter uma vida mais tranquila. Mas a verdade é o contrário, pois o demônio não tem interesse em atacar os que não são seguidores de Jesus. O interesse dele é colocar obstáculos na vida daqueles que decidiram seguir o Senhor. Os cristãos são as pessoas mais atacadas. Até os santos foram perseguidos.
Seguir Jesus, num momento de entusiasmo, é fácil, mas continuar O seguindo nos momentos de sofrimento é difícil. Mas existe uma coisa, uma técnica que frequentemente o demônio usa para nos atacar: o desânimo, o desencorajamento. O inimigo de Deus virá tentá-lo quando você estiver se sentindo fraco, cheio de medos, com raiva, ansioso e triste. Ele é como um rato dentro em um duto. Você não o vê. Ele age durante à noite, esconde-se sem que ninguém o veja. Mas se você derramar uma chaleira de água quente lá onde ele está, ele vai ter de sair do buraco. Quanto mais louvamos a Deus, tanto mais o maligno não consegue suportar isso e foge.
O desânimo não vem de Deus, sempre vem do inimigo, daquele que nos faz desistir de seguir em frente.
Não temos por que temer o diabo, pois ele já foi derrotado. Ele é que tem de ter medo de você e de mim! A razão para isso é simples: nós somos filhos e filhas de Deus, herdeiros do Reino de Altíssimo. O maligno tem muita raiva, porque aquilo que foi dado a ele uma vez, agora é dado para nós. Ele tem raiva e ódio de nós por causa disso. Ele odeia a cada um de nós. E faz tudo para nos enganar, para que voltemos desencorajados e desanimados. Ele tenta nos enganar de várias maneiras.
É nosso papel lutar contra essas táticas que inimigo de Deus utiliza para nos desanimar. Outra tática usada por ele é nos apresentar meias verdades, porque o demônio é um mentiroso, enganador, trapaceiro. Ele nos apresenta algo que parece muito bom, quando, na verdade, é muito ruim.
O maligno diz que, por causa dos seus pecados, você não consegue fazer nenhuma tentativa para ser mais santo. E faz de tudo para que nós saiamos do caminho da vontade do Senhor. Muitas vezes, nós pensamos que tentações são apenas relacionadas ao sexo, à raiva, a sentimentos de ódio e vingança. Essas são grandes tentações. Mas temos de estar atentos a uma grande tentação que é não fazer a vontade de Deus. Ele ousou tentar Jesus a desobedecer ao Pai, quando O levou ao alto do monte e mostrou-Lhe as cidades, dizendo-Lhe que elas pertenciam a Ele.
Irmãos e irmãs, será uma luta até o fim de nossa vida, mas se nós usarmos as armas certas não precisaremos ter medo nenhum. A primeira arma é a Eucaristia. O inimigo treme diante do Corpo de Cristo, porque é sinal de humildade, enquanto ele luta para ter poder. Jesus Cristo quis, por um momento, aniquilar a Si mesmo, entrando nas espécies do pão e do vinho para ficar perto de nós. Uma outra arma forte contra o maligno é o sacramento da confissão, que é mais poderoso do que a própria oração do exorcismo.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
O demônio existe?
Ele é o inimigo oculto que semeia erros e desgraças
por Prof. Felipe Aquino
Não há dúvida sobre isso, ele existe. A Igreja diz que sim; e esta realidade é atestada pela Bíblia, pela Tradição dos Apóstolos e pelo Magistério sagrado da Igreja. Os santos confirmam a existência dele também. Não há um só santo que não tenha acreditado no demônio. Seria preciso destruir a Igreja e o Cristianismo, desde as suas raízes, para negar a existência do demônio.
No entanto, inacreditavelmente, ainda encontramos pessoas na Igreja, mesmo sacerdotes e teólogos que, em oposição ao que a Igreja ensina, têm a coragem e a desonestidade de ensinar que satanás não existe. É uma grande e terrível heresia. Por isso mesmo, em 15/11/1972 em uma Audiência, Papa Paulo VI fez a famosa Alocução "Livrai-nos do mal", na qual falou da existência do demônio e de sua ação perversa.
O saudoso Sumo Pontífice começou perguntando: “Atualmente, quais são as maiores necessidades da Igreja?” E ele mesmo responde: “Não deveis considerar a nossa resposta simplista, ou até supersticiosa e irreal: uma das maiores necessidades é a defesa daquele mal, a que chamamos demônio”. Paulo VI mostra que a realidade do pecado é uma ação perversa deste mal; “o efeito de uma intervenção, em nós e no nosso mundo, de um agente obscuro e inimigo, o demônio. O mal já não é apenas uma deficiência, mas uma eficiência, um ser vivo, espiritual, pervertido e perversor. Trata-se de uma realidade terrível, misteriosa e medonha”. E deixou claro que estão em desacordo com o ensinamento da Igreja todos aqueles que negam a existência do demônio:
“Sai do âmbito dos ensinamentos bíblicos e eclesiásticos quem se recusa a reconhecer a existência desta realidade; ou melhor, quem faz dela um princípio em si mesmo, como se não tivesse, como todas as criaturas, origem em Deus, ou a explica como uma pseudo-realidade, como uma personificação conceitual e fantástica das causas desconhecidas das nossas desgraças”.
O mesmo Papa afirma que o demônio é a origem de todo o pecado que entrou no mundo: “O demônio é a origem da primeira desgraça da humanidade; foi o tentador pérfido e fatal do primeiro pecado, o pecado original (cf. Gn 3; Sb 1,24). Com aquela falta de Adão, o demônio adquiriu um certo poder sobre o homem, do qual só a redenção de Cristo nos pode libertar”.
“Ele é o pérfido e astuto encantador, que sabe insinuar-se em nós através dos sentidos, da fantasia, da concupiscência, da lógica utópica, ou de desordenados contatos sociais na realização de nossa obra, para introduzir neles desvios, tão nocivos quanto, na aparência, conformes às nossas estruturas físicas ou psíquicas, ou às nossas profundas aspirações instintivas”.
“Ele é o inimigo número um, o tentador por excelência. Sabemos, portanto, que este ser mesquinho, perturbador, existe realmente e que ainda atua com astúcia traiçoeira; é o inimigo oculto que semeia erros e desgraças na história humana”.
Paulo VI ensina que nem todo pecado é obra direta do demônio, mas lembra-nos que “aquele que não vigia, com certo rigor moral, a si mesmo (cf. Mt 12,45; Ef 6,11), se expõe ao influxo do “mysterium iniquitatis”, ao qual São Paulo se refere (2Ts 2,3-12) e que torna problemática a alternativa da nossa salvação”.
O maior serviço que alguém pode prestar ao demônio é ensinar que ele não existe; assim, os fiéis não se defendem contra ele, e se tornam suas vítimas fáceis.
por Prof. Felipe Aquino
Não há dúvida sobre isso, ele existe. A Igreja diz que sim; e esta realidade é atestada pela Bíblia, pela Tradição dos Apóstolos e pelo Magistério sagrado da Igreja. Os santos confirmam a existência dele também. Não há um só santo que não tenha acreditado no demônio. Seria preciso destruir a Igreja e o Cristianismo, desde as suas raízes, para negar a existência do demônio.
No entanto, inacreditavelmente, ainda encontramos pessoas na Igreja, mesmo sacerdotes e teólogos que, em oposição ao que a Igreja ensina, têm a coragem e a desonestidade de ensinar que satanás não existe. É uma grande e terrível heresia. Por isso mesmo, em 15/11/1972 em uma Audiência, Papa Paulo VI fez a famosa Alocução "Livrai-nos do mal", na qual falou da existência do demônio e de sua ação perversa.
O saudoso Sumo Pontífice começou perguntando: “Atualmente, quais são as maiores necessidades da Igreja?” E ele mesmo responde: “Não deveis considerar a nossa resposta simplista, ou até supersticiosa e irreal: uma das maiores necessidades é a defesa daquele mal, a que chamamos demônio”. Paulo VI mostra que a realidade do pecado é uma ação perversa deste mal; “o efeito de uma intervenção, em nós e no nosso mundo, de um agente obscuro e inimigo, o demônio. O mal já não é apenas uma deficiência, mas uma eficiência, um ser vivo, espiritual, pervertido e perversor. Trata-se de uma realidade terrível, misteriosa e medonha”. E deixou claro que estão em desacordo com o ensinamento da Igreja todos aqueles que negam a existência do demônio:
“Sai do âmbito dos ensinamentos bíblicos e eclesiásticos quem se recusa a reconhecer a existência desta realidade; ou melhor, quem faz dela um princípio em si mesmo, como se não tivesse, como todas as criaturas, origem em Deus, ou a explica como uma pseudo-realidade, como uma personificação conceitual e fantástica das causas desconhecidas das nossas desgraças”.
O mesmo Papa afirma que o demônio é a origem de todo o pecado que entrou no mundo: “O demônio é a origem da primeira desgraça da humanidade; foi o tentador pérfido e fatal do primeiro pecado, o pecado original (cf. Gn 3; Sb 1,24). Com aquela falta de Adão, o demônio adquiriu um certo poder sobre o homem, do qual só a redenção de Cristo nos pode libertar”.
“Ele é o pérfido e astuto encantador, que sabe insinuar-se em nós através dos sentidos, da fantasia, da concupiscência, da lógica utópica, ou de desordenados contatos sociais na realização de nossa obra, para introduzir neles desvios, tão nocivos quanto, na aparência, conformes às nossas estruturas físicas ou psíquicas, ou às nossas profundas aspirações instintivas”.
“Ele é o inimigo número um, o tentador por excelência. Sabemos, portanto, que este ser mesquinho, perturbador, existe realmente e que ainda atua com astúcia traiçoeira; é o inimigo oculto que semeia erros e desgraças na história humana”.
Paulo VI ensina que nem todo pecado é obra direta do demônio, mas lembra-nos que “aquele que não vigia, com certo rigor moral, a si mesmo (cf. Mt 12,45; Ef 6,11), se expõe ao influxo do “mysterium iniquitatis”, ao qual São Paulo se refere (2Ts 2,3-12) e que torna problemática a alternativa da nossa salvação”.
O maior serviço que alguém pode prestar ao demônio é ensinar que ele não existe; assim, os fiéis não se defendem contra ele, e se tornam suas vítimas fáceis.
sábado, 2 de abril de 2011
Vivendo uma Verdadeira Quaresma

por Comunidade Shalom
Vamos ler juntos o Evangelho de São Lucas 4,1-12 (Quando Jesus esteve no deserto).
Nesta pequena motivação que vamos fazer agora, nós queremos mergulhar nesta palavra, pois a partir de amanhã se aproxima um tempo muito precioso para nossa Igreja. É a Quaresma. É um retiro no qual imitamos o senhor Jesus, vivendo o mistério que Ele viveu. E se nós queremos uma primeira direção, é exatamente esse versículo. Ele, conduzido pelo Espírito Santo, atravessou o deserto. Aqui começamos a entender qual o projeto de Deus. O projeto de Deus para nós nesse período. Nesses dias falamos de santidade, e desse novo ardor na evangelização. Tanto você que é “o Imaculado” como “o orgulhoso” que está seu lado, sabe das nossas fraquezas. Assumimos quem nós somos: Imaculados ou orgulhosos. Mas a nossa alma deseja esse encontro com Deus e pergunta: “Senhor eu não te encontro. Por que te ocultas? Por que te escondes?” Muitas vezes buscamos a Deus assim. Ele se esconde. Quando você diz isso, Ele responde: “Eu me escondo pra você me procurar melhor. Para que sua busca seja mais saudável. E para que você me encontre de fato”. Onde eu te procuro quando vc se esconde? “Nas profundezas da sua alma. No segredo do seu coração. Onde eu gosto de me refugiar”.
Quando pensamos em Quaresma, achamos que é penitência, jejum, deixar de tomar coca-cola, deixar de ir pro "Shaika", não tomar sorvete, andar 10 quarteirões em vez de 8. Achamos que é isso. Ficamos num ritualismo. Deus se esconde na nossa alma. Muitos santos aproveitavam a Quaresma para uma profunda conversão, Kenosys. Um profundo esvaziamento espiritual. Há revisão de vida, penitência, esmola, caridade, mas nós precisamos que o esconderijo preferido de Jesus seja no íntimo do nosso coração.
Onde é o esconderijo de Jesus? Na intimidade do seu (teu) coração. Para uma boa Quaresma, fazemos o silêncio. Este vale mais que o jejum. Faz aí pro “imaculado”, fecha a boca dele. Não é ser um grosso, e parar de dizer “Oi, tudo bem” ou “Como vai?”. Período de Quaresma é período de silêncio. Para podermos escutar a Deus. Jejum da língua. Lembra da língua? Onde ela leva? Pro inferno! Se não tomar cuidado. Faça jejum da língua. Se retire em silêncio nesta Quaresma. Deixe que os outros falem. Deixe principalmente que Deus fale. Deixe esse propósito ser de dentro pra fora. A vontade de Deus tem que calar o nosso coração. Silêncio. Esse é o primeiro aspecto para escutar mais a Deus. A gente começa a entender um pouco das tentações de Jesus no deserto. A sede de querer "fazer" (fazer muitas coisas, agir, produzir). Mesmo no reino de Deus queremos "fazer" para mostrar para os outros que sabemos "fazer". É preciso este escutar de Deus para que essa sede de poder perca suas forças. Cuidado, o demônio quis oferecer o poder até para quem era O Poder.
O silêncio nos interioriza mais. E sabemos de onde vem os pensamentos. Há uma tendência dos pensamentos virem de quem nos ama, Deus. Nesse período de retiro, vamos buscar o silêncio do nosso interior. Você tem noção de como fazer isto? Fale aí pro “orgulhoso do teu lado”. Lembre-se de que Elias procurou Deus no vendaval, mas só O encontrou na brisa suave.
Não fale das pessoas. Não fale mal das pessoas. Não fale mal das pessoas. Não fale mal das pessoas. Não fale mal das pessoas. Diz isso pro orgulhoso. Não falar mal da Igreja. Não falar mal do pároco. Não falar mal do seu grupo de oração. Não falar mal da sua comunidade. Porque quando fazemos isso, nos colocamos no lugar do fariseu. Na Quaresma, Deus se decide por nós. Por cada um dos fiéis. Para que eles possam viver a mesma experiência que Ele viveu. É sem duvida um período de muita tentação. Muita tentação. Deixe que os outros sejam no nosso grupo, na comunidade, o que nós queremos ser. Às pessoas que estão ali escondidas, dê oportunidade.
Outro aspecto da Quaresma são as armas espirituais que Deus nos dá. Precisamos começar a entender (ou recobrar na nossa memória) que nós vivemos uma realidade espiritual e o demônio não quer uma alma consagrada a Deus. Não quer que uma alma encontre seu amado. E não querendo, vai fazer de tudo para que a alma não se encontre com Deus. Vai faz de tudo para que viva na periferia espiritual.
O jejum é uma arma fortíssima. Geralmente deixamos de comer, comendo pão e água. Se você fosse comer, o prato estaria na mesa. Você está no centro da cidade, horário do almoço, restaurante, fila, trabalho. Pega as comidas mais gostosas, coloque numa quentinha e leve para o pobre. Não que isso vá levar você pro Céu, só fazendo isso. Mas é um exercício para lhe lembrar que existem necessitados. É o melhor jejum que existe. Pega o prato de comida e dá pro necessitado. Quem quiser fazer mais, senta com ele e come com ele. Teve uma vez na comunidade que fomos comer com os mendigos. O mendigo deu a primeira colherada e lambeu a colher.
“Porque você tá me dando essa comida?”
“Por que você é muito importante.”
“Pois coma comigo.” E deu a colher.
“........"
Os católicos não vivenciam como é preciso as Quaresmas. As Igrejas estão esvaziando no período da Quaresma. O sacrifício vai nos levar a essa libertação. Escolha um dia. Geralmente as pessoas fazem na sexta feira. A nossa comunidade (Shalom) faz na sexta, por costume. É um dia de alegria. É uma dor feliz. Não pode ser um dia de tristeza. Não é a visão do Antigo testamento, mas do Novo. O dia do jejum é um dia de alegria, pois nos decidimos contra o pecado. O jejum vai nos levar a isso. Não fique com esse “jejum de Zona Sul do Rio de Janeiro”. “Eu vou deixar de comer aquela torta de maçã?” Cale sua boca e pare com isso, pois sua torta não vai valer de nada. Agora o pessoal da “Zona Norte deve estar pensando: "Graças a Deus, nem estou dizendo isso.(risos)" Bem, se pensou isso então é porque não entendeu nada.
A outra coisa é a confissão. Fale aí com o orgulhoso. Pegue um papel em branco e você vai dá-lo pro chefe. Depois pra sua tia, pro marido, pros filhos... E diga: “diga o que você pensa de mim com sinceridade”. Entrega para seus amigos e inimigos. Para os que são da comunidade, entregue para os formadores. “Ajude-me, por favor, a ser santo. O que é preciso melhorar?” Ponha tudo no liqüidificador e toma. Depois vá ao sacerdote. Faça um combate frontal contra seu orgulho. Escreva suas raízes, pecados. Fale no espelho feito doido. Converse mais com você mesmo. Depois vá para Deus. Aprofunde o máximo para fazer uma boa confissão. Não uma "confissãozinha" qualquer. Há quem tenha vergonha de usar cruz na confissão ou procura padre cego para confessar. Pode-se até procurar, mas qual o motivo? Não seja hipócrita diante do sacerdote. O que eu faço? "Ah, eu Na Quaresma, "eu" me confesso todas as semanas". Se confesse à luz do Espírito de Deus. Fala com o "orgulhoso" e pergunta se ele está a fim de se confessar toda semana ou todo dia.
O melhor lugar onde podemos estar e assumir é o da pecadora (a pecadora arrependida aos pés de Jesus, cf Lc 7). Pois ela foi aos pés de Jesus e se arrependeu. Um perfeito arrependimento. No Antigo Testamento, Deus trata do seu povo como sua esposa. Uma das coisas que Ele abomina é a esposa infiel. A traição é uma coisa que marca as pessoas. É uma coisa triste. É um defeito de personalidade. Imagine quando casar do que será capaz. Coloque diante do senhor seus pecados. O que o orgulhoso disse quando você perguntou? Faça uma revisão de vida, com papel, se retirando para orar. Adore ao Santíssimo.
Vamos entrar em algumas outras armas. A esmola, visitar os doentes. Não como um ritualismo. Vamos fazer penitencia. Não só da torta de maçã. Faça uma lista das pessoas que você precisa perdoar. Mas não na frente das pessoas. Não uma coisa pública. De preferência no seu coração e demonstrar que perdoou. Faça uma lista e coloque diariamente na Quaresma.
Por fim, queria falar sobre a Semana Santa. O Brasil que se diz católico está dessacralizado. As pessoas só pensam em lazer e descanso. As famílias querem viajar para visitar os familiares. É a semana mais importante da História da humanidade, e eles querem folga. Perderam a dimensão do sacrifício e do mistério de Cristo. A gente faz retiro e não vai ninguém no retiro. As Igrejas vazias. Paróquias vazias. Pessoas querem a festa da páscoa. “Peixe. O melhor peixe. Um tubarão! Ao molho de camarão! Na boca do tubarão saindo uma lagosta!” E quem não tem deseja ter. Isso tudo é fruto de um capitalismo barato. Precisamos de conversão. Vale mais você visitar os pobres do que ir pra uma ceia. Uma refeição você tem todo dia e todo domingo. São os necessitados que precisam de mim, da minha visita. A visita vai despertar em você algo. Semana Santa é tempo de evangelização. Para gente ir para nossa Igreja, paróquia, se envolver e viver os mistérios. É um período bom pra gente. Nas férias, aí sim, é praia, curtir, você vai para Angra... O Brasil está dessacralizado! Não estou sendo radical. Estou sendo realista. Nós católicos precisamos viver a nossa fé.
Faça uma guerra contra seu pecado e um encontro com a misericórdia. Os supermercados do Céu estão abertos no período da Quaresma. Não é um encontro com a desgraça. Não deixe passar batido. Lembre-se, Jesus foi conduzido pelo Espírito pelo deserto. Conduzido, através. Não para ficar no deserto. A Quaresma deve ser conduzido pelo espírito para não ser um ritualismo.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
As ameaças contra a família
Por prof. Felipe Aquino
No Sínodo dos Bispos, em 1980, sobre a família, os Bispos apontaram os pontos mais preocupantes: "A proliferação do divórcio e do recurso a uma nova união por parte dos mesmos fiéis; a aceitação do matrimônio meramente civil, em contradição com a vocação dos batizados 'a casarem-se no Senhor' (1 Cor7, 39), a celebração do matrimônio sem uma fé viva, mas por outros motivos; a recusa das normas morais que guiam e promovem o exercício humano e cristão da sexualidade no matrimônio" (Familiaris Consórtio,7).
Na Carta às Famílias, escrita em 1994, no Ano da Família, o Papa João Paulo II afirmou:
"Nos nossos dias, infelizmente, vários programas sustentados por meios muito poderosos parecem apostados na desagregação da família. Muitas vezes até parece que se procura, de todas as formas possíveis, apresentar como 'regulares' e atraentes, conferindo-lhes externas aparências de fascínio, situações que, de fato, são 'irregulares' [...]. Fica obscurecida a consciência moral, aparece deformado o que é verdadeiro, bom e belo, e a liberdade acaba suplantada por uma verdadeira e própria escravidão" (CF, 5).
Mostrando que a mentalidade consumista e antinatalista é uma ameaça à família, o saudoso Pontífice declara:
"(...) uma civilização, inspirada numa mentalidade consumista e antinatalista, não é uma civilização do amor e nem o poderá ser nunca. (FC 13).
Mostrando os riscos que o "amor livre" e o "sexo seguro" representam hoje para a família, o Santo Padre adverte:
"O chamado 'sexo seguro', propagandeado pela civilização técnica, na realidade é, sob o perfil das exigências globais da pessoa, 'radicalmente não seguro', e mais, gravemente perigoso.
"Sem dúvida, contrário à civilização do amor é o chamado 'amor livre', tanto mais perigoso por ser habitualmente proposto como fruto de um sentimento 'verdadeiro', quando, efetivamente destrói o amor. Quantas famílias foram levadas à ruína precisamente por causa do 'amor livre! [...]. Mas não se tomam em consideração todas as consequências que daí derivam, especialmente, quando além do cônjuge, devem pagá-los os filhos, privados do pai ou da mãe e condenados a serem, de fato, 'órfãos de pais vivos' " (CF, 14).
Quando, em 1994, justo no Ano da Família (pasmem!), o Parlamento Europeu, tristemente, reconheceu a validade jurídica dos matrimônios entre homossexuais, até admitindo a adoção de crianças por eles, João Paulo II reagiu de maneira forte e imediata:
"Não é moralmente admissível a aprovação jurídica da prática homossexual. Ser compreensivos para com quem peca, e para com quem não é capaz de libertar-se desta tendência, não significa abdicar das exigências da norma moral [...]. Não há dúvida de que estamos diante de uma grande e terrível tentação" (20/02/94).
O pior problema, hoje, das famílias desestruturadas, não é de ordem financeira, mas moral. Quando os pais têm caráter, fé, ou como o povo diz: "tem vergonha na cara", por mais pobre que seja, será capaz de impedir a destruição do seu lar. São inúmeros os casais pobres, mas que com uma vida honesta, de trabalho e honradez, educaram muitos filhos e formaram bons cristãos e honestos cidadãos.
Não consigo aceitar a desculpa de um pai ao afirmar que a sua família se destruiu por causa da sua pobreza. Sempre haverá alguém com o coração aberto para ajudar um pai trabalhador, especialmente quando este tem filhos para criar.
Na Exortação Apostólica Familiaris Consórtio (Sobre a Família), o Papa João Paulo II apontou os graves perigos que ameaçam hoje a família:
"Não faltam sinais de degradação preocupante de alguns valores fundamentais: uma errada concepção teórica e prática da independência dos cônjuges entre si; as graves ambiguidades acerca da relação de autoridade entre pais e filhos [...]. O número crescente dos divórcios; a praga do aborto; o recurso cada vez mais frequente à esterilização; a instauração de uma verdadeira e própria mentalidade contraceptiva" (FC, 6).
A Declaração do Rio de Janeiro sobre a Família, que traz as conclusões do Congresso Teológico-Pastoral, realizado em 3 de outubro, denunciou:
"A família está sob a mira de ataque em muitas nações. Uma ideologia antifamília tem sido promovida por organizações e indivíduos que, muitas vezes, não obedecem a princípios democráticos" (1.1).
"Temos testemunhado uma guerra contra a família, em nível tanto nacional quanto internacional. Nesta década, em Conferências das Nações Unidas, têm sido vistas tentativas para 'desconstruir' a família, de forma que o sentido de 'casamento', 'família' e 'maternidade' é agora contestado. Tem sido estabelecida uma falsa posição entre os direitos da família e os de seus membros individuais. Sob o nome de liberdade, têm sido promovidos 'direitos sexuais' espúrios e 'direitos de reprodução'. Entretanto, estes direitos estão, de fato, principalmente, a serviço do controle populacional. São inspiradas em teorias científicas em descrédito, num feminismo ultrapassado e numa mal direcionada preocupação com o meio ambiente" (1.2).
"Uma linha social-materialista, ao lado do egoísmo e da responsabilidade, contribui para a dissolução da família, deixando uma multidão de vítimas indefesas. A família está sofrendo com a desvalorização do casamento através do divórcio, da deserção e da coabitação [...]. Tanto a violência contra as mulheres aumenta, como a violência do aborto; o infanticídio e a eutanásia calam fundo no coração da família. Na verdade, as famílias de hoje estão ameaçadas por uma sub-reptícia cultura da morte" (1.4).
"A dissolução da família é uma das maiores causas da pobreza em muitas sociedades [...]" (1.5).
"A família é o 'santuário da vida'. Seu compromisso com a proteção e a nutrição da vida, desde o momento da concepção, é preenchido verdadeiramente com a paternidade responsável" (3.3).
Esses alertas do Papa e do Congresso Teológico são seríssimos e devem colocar cada cristão em prontidão para uma verdadeira cruzada em defesa da família, ameaçada até pela ONU!
No Sínodo dos Bispos, em 1980, sobre a família, os Bispos apontaram os pontos mais preocupantes: "A proliferação do divórcio e do recurso a uma nova união por parte dos mesmos fiéis; a aceitação do matrimônio meramente civil, em contradição com a vocação dos batizados 'a casarem-se no Senhor' (1 Cor7, 39), a celebração do matrimônio sem uma fé viva, mas por outros motivos; a recusa das normas morais que guiam e promovem o exercício humano e cristão da sexualidade no matrimônio" (Familiaris Consórtio,7).
Na Carta às Famílias, escrita em 1994, no Ano da Família, o Papa João Paulo II afirmou:
"Nos nossos dias, infelizmente, vários programas sustentados por meios muito poderosos parecem apostados na desagregação da família. Muitas vezes até parece que se procura, de todas as formas possíveis, apresentar como 'regulares' e atraentes, conferindo-lhes externas aparências de fascínio, situações que, de fato, são 'irregulares' [...]. Fica obscurecida a consciência moral, aparece deformado o que é verdadeiro, bom e belo, e a liberdade acaba suplantada por uma verdadeira e própria escravidão" (CF, 5).
Mostrando que a mentalidade consumista e antinatalista é uma ameaça à família, o saudoso Pontífice declara:
"(...) uma civilização, inspirada numa mentalidade consumista e antinatalista, não é uma civilização do amor e nem o poderá ser nunca. (FC 13).
Mostrando os riscos que o "amor livre" e o "sexo seguro" representam hoje para a família, o Santo Padre adverte:
"O chamado 'sexo seguro', propagandeado pela civilização técnica, na realidade é, sob o perfil das exigências globais da pessoa, 'radicalmente não seguro', e mais, gravemente perigoso.
"Sem dúvida, contrário à civilização do amor é o chamado 'amor livre', tanto mais perigoso por ser habitualmente proposto como fruto de um sentimento 'verdadeiro', quando, efetivamente destrói o amor. Quantas famílias foram levadas à ruína precisamente por causa do 'amor livre! [...]. Mas não se tomam em consideração todas as consequências que daí derivam, especialmente, quando além do cônjuge, devem pagá-los os filhos, privados do pai ou da mãe e condenados a serem, de fato, 'órfãos de pais vivos' " (CF, 14).
Quando, em 1994, justo no Ano da Família (pasmem!), o Parlamento Europeu, tristemente, reconheceu a validade jurídica dos matrimônios entre homossexuais, até admitindo a adoção de crianças por eles, João Paulo II reagiu de maneira forte e imediata:
"Não é moralmente admissível a aprovação jurídica da prática homossexual. Ser compreensivos para com quem peca, e para com quem não é capaz de libertar-se desta tendência, não significa abdicar das exigências da norma moral [...]. Não há dúvida de que estamos diante de uma grande e terrível tentação" (20/02/94).
O pior problema, hoje, das famílias desestruturadas, não é de ordem financeira, mas moral. Quando os pais têm caráter, fé, ou como o povo diz: "tem vergonha na cara", por mais pobre que seja, será capaz de impedir a destruição do seu lar. São inúmeros os casais pobres, mas que com uma vida honesta, de trabalho e honradez, educaram muitos filhos e formaram bons cristãos e honestos cidadãos.
Não consigo aceitar a desculpa de um pai ao afirmar que a sua família se destruiu por causa da sua pobreza. Sempre haverá alguém com o coração aberto para ajudar um pai trabalhador, especialmente quando este tem filhos para criar.
Na Exortação Apostólica Familiaris Consórtio (Sobre a Família), o Papa João Paulo II apontou os graves perigos que ameaçam hoje a família:
"Não faltam sinais de degradação preocupante de alguns valores fundamentais: uma errada concepção teórica e prática da independência dos cônjuges entre si; as graves ambiguidades acerca da relação de autoridade entre pais e filhos [...]. O número crescente dos divórcios; a praga do aborto; o recurso cada vez mais frequente à esterilização; a instauração de uma verdadeira e própria mentalidade contraceptiva" (FC, 6).
A Declaração do Rio de Janeiro sobre a Família, que traz as conclusões do Congresso Teológico-Pastoral, realizado em 3 de outubro, denunciou:
"A família está sob a mira de ataque em muitas nações. Uma ideologia antifamília tem sido promovida por organizações e indivíduos que, muitas vezes, não obedecem a princípios democráticos" (1.1).
"Temos testemunhado uma guerra contra a família, em nível tanto nacional quanto internacional. Nesta década, em Conferências das Nações Unidas, têm sido vistas tentativas para 'desconstruir' a família, de forma que o sentido de 'casamento', 'família' e 'maternidade' é agora contestado. Tem sido estabelecida uma falsa posição entre os direitos da família e os de seus membros individuais. Sob o nome de liberdade, têm sido promovidos 'direitos sexuais' espúrios e 'direitos de reprodução'. Entretanto, estes direitos estão, de fato, principalmente, a serviço do controle populacional. São inspiradas em teorias científicas em descrédito, num feminismo ultrapassado e numa mal direcionada preocupação com o meio ambiente" (1.2).
"Uma linha social-materialista, ao lado do egoísmo e da responsabilidade, contribui para a dissolução da família, deixando uma multidão de vítimas indefesas. A família está sofrendo com a desvalorização do casamento através do divórcio, da deserção e da coabitação [...]. Tanto a violência contra as mulheres aumenta, como a violência do aborto; o infanticídio e a eutanásia calam fundo no coração da família. Na verdade, as famílias de hoje estão ameaçadas por uma sub-reptícia cultura da morte" (1.4).
"A dissolução da família é uma das maiores causas da pobreza em muitas sociedades [...]" (1.5).
"A família é o 'santuário da vida'. Seu compromisso com a proteção e a nutrição da vida, desde o momento da concepção, é preenchido verdadeiramente com a paternidade responsável" (3.3).
Esses alertas do Papa e do Congresso Teológico são seríssimos e devem colocar cada cristão em prontidão para uma verdadeira cruzada em defesa da família, ameaçada até pela ONU!
quinta-feira, 31 de março de 2011
A coroa de Cristo

A coroa do Senhor se perpetua nos sofrimentos humanos
por Dom Benedicto de Ulhoa Vieira -
Arcebispo Emérito de Uberaba - MG
Nos dias do carnaval os que saem pelas ruas, fantasiados, muitas vezes, completam a indumentária, enfeitando-se com algum tipo de coroa. A coroa, seja preciosa, seja de matéria menos nobre, é no conjunto das vestes a última peça que sobressai e enaltece.
Ao vivermos os dias quaresmais em que relembramos os sofrimentos de Cristo para nossa redenção, nossos olhos se fixam na fronte do Senhor, encimada pela coroa de espinhos. Triste a cena da coroação de Jesus pelos soldados, ridicularizando-O por ter Ele dito que era rei. Evidente que o reinado de Cristo é de outra natureza, não nos planos humanos, mas na aceitação de Sua doutrina e de Seu domínio sobre os que O têm como Deus e Salvador. É, pois, nosso Rei.
Inspirado poeta paulista descreve-nos uma sala de museu, onde três coroas dialogam entre si: a de ouro, a de louro e a de espinhos. No passado, não eram só os reis e imperadores que eram coroados. Também os heróis que voltavam das batalhas como vencedores e os poetas que encantavam, com a terna beleza dos seus versos, aos que os ouviam.
Da mesma forma, as vítimas que se imolavam aos deuses se adornavam com coroas sagradas. As noivas, com brancas grinaldas de flores. Os guerreiros com coroas de louros e os reis, ainda hoje, trazem-nos enfeitadas de ouro e pedrarias. Jesus, o Rei dos reis, bem merecia um riquíssimo diadema, mas na Sua fronte divina só recebeu uma sangrenta coroa de espinhos... Foi a única que Lhe deram, por zombaria, os soldados de Pilatos. Não sabemos se aquela ramagem de espinheiro estava enfeitada da brancura de pequenas flores que a suavizassem. Por certo não. Eram só espinhos.
A majestosa fronte do Senhor bem merecia uma grinalda rica de pedras preciosas para ser coberta de flores e de respeitosos ósculos de amor. Mas só Lhe deram uma coroa de espinhos...
Desde que o Senhor morreu, coroado assim de ignomínia, os cristãos todos os anos se ajoelham diante da cruz e beijam, agradecidos, a imagem que O representa. Assim, na contemplação do Senhor coroado de espinhos, mãos e pés rasgados, peito aberto, a criatura humana dobra os joelhos para agradecer a redenção de Cristo em nosso favor.
É certo que a coroa do Senhor se perpetua nos sofrimentos humanos dos que vivem, ainda hoje, desprovidos do essencial para uma condição de vida humana digna, sem luxo e sem miséria, sem espinhos e sem urzes pelos trilhos da vida. Por isso, no diálogo das três coroas, a de espinho pode dizer às outras: “Eu coroei os reis e os heróis, eu coroei todos os homens e ainda não murchei”.
quarta-feira, 30 de março de 2011
A Igreja não é 'a casa da mãe Joana'!

O que falta é um pouco de bom senso
Todo o mundo deve saber o significado da expressão a "casa da mãe Joana". E, se você não souber, vai ficar sabendo já! O texto a seguir, fui buscá-lo na internet, essa porta sem fronteiras da modernidade tecnológica: "Ensina Câmara Cascudo que a expressão se deve a Joana, cujo nome completo se desconhece, que viveu na Idade Média entre 1326 e 1382 e foi rainha de Nápoles e condessa de Provença. Teve uma vida atribulada e em 1346 passou a residir em Avignon, na França, segundo alguns autores por ter se envolvido em uma conspiração em Nápoles de que resultou a morte de seu marido, segundo outros por ter sido exilada pela Igreja por causa de sua vida desregrada e permissiva. Em 1347, aos 21 anos, Joana regulamentou os bordéis da cidade onde vivia refugiada. Uma das normas dizia: 'o lugar terá uma porta por onde todos possam entrar'. Transposta para Portugal, a expressão paço-da-mãe-joana virou sinônimo de prostíbulo. Trazida para o Brasil, o termo paço, por não ser da linguagem popular, foi substituído por casa e casa-da-mãe-joana e serviu, por extensão, para indicar o lugar ou situação em que cada um faz o que quer, onde imperam a desordem, a desorganização".
Como veem, a internet pode ser um auxílio necessário à superação de nossa ignorância, até mesmo para curiosidades desse tipo. Espero que a expressão tenha sido entendida pelo meu leitor, mas, se não, vamos instigar nossa massa cinzenta.
Na verdade, eu não sei nem conheço o meu leitor, embora saiba que, vez por outra, alguém me aborde na rua para me dizer que leu e gostou, ou não, de algum texto meu. O fato é que, apesar de ter de falar certas verdades incômodas, minha intenção não é, nunca, ferir a sensibilidade de quem quer que seja, mas, sobretudo, suscitar uma reflexão oportuna sobre comportamentos que não condizem com certas circunstâncias e lugares, no caso específico, refiro-me a atitudes sem propósitos que muitos hereges de plantão querem fazer dentro da Igreja. Nunca aparecem lá, e quando vão, pensam em querer fazer dela a "casa da mãe Joana". Independentemente do que você faça ou realize como profissional, responda-me com sinceridade: "Você gostaria se alguém chegasse a seu lugar de trabalho - seu escritório, seu gabinete, sua casa, sua loja, seu supermercado, seu departamento de vendas, sua cozinha, sua barraca, sua empresa, sua farmácia - e começasse a mudar tudo de lugar, simplesmente, porque não gostou da disposição das coisas?"
Pode até ser que algum desorientado responda de maneira positiva, mas, o normal, é que diga: "Não, não gostaria!". Então, por que na Igreja tudo deve ser permitido? Especialmente em "missas de formatura" - que é um termo inapropriado para a Celebração Eucarística, porque não existe "missa de formatura" - e em casamentos, muitos aborrecimentos chegam pelo fato de que muitas pessoas, não habituadas com a celebração litúrgica, não conseguem distinguir a diferença entre a Igreja, que é o espaço sagrado do louvor e do culto prestado a Deus, cuja presença está no Sacrário, permanentemente, e outro qualquer salão de festas, ou, quando não, um salão de debutantes. Quando digo que não "há missa de formatura", quero dizer que a Liturgia da Igreja é uma só, e já está pronta no Missal Romano para as diversas circunstâncias da vivência cristã. Não somos nós que a reinventamos com as chamadas "adições inoportunas", como bem caracterizou o Papa Bento XVI.
Aí, pensa-se poder cantar de tudo, desde que cada um sinta a pulsação emocionante de seu coração embalado pelo romantismo que, às vezes, é visto na televisão. E, quando as pessoas sérias da Igreja tentam dar uma orientação conforme as exigências próprias da sagrada Liturgia, são taxadas de intransigentes e mal-educadas. Que o digam algumas pessoas entre cerimonialistas, fotógrafos, ornamentadores e cantores que, convidados a receberem formação litúrgica pela Arquidiocese, em 2010, quase em uníssono, manifestaram o desafeto em relação ao Padre da Paróquia "Jesus Ressuscitado". Nesse âmbito, o que eu considero mais engraçado - para não dizer o mais cínica e lamentavelmente deslavado - é que eles vão lá para ganhar dinheiro à custa da Igreja, e ainda querem dizer como o padre deve presidir a Santa Missa ou assistir ao matrimônio.
Torço pelo dia em que a Igreja, de modo sereno e competente, chegue a gerir sua própria casa, também nesses momentos, sem precisar de vândalos interesseiros que muito perturbam o interior da igreja, quando, na verdade, deveriam favorecer o silêncio e a dignidade do ambiente sagrado ou o lugar do culto, onde está o Senhor presente na Eucaristia.
Ora, se a gente vai ao cinema e não pode dar um "pio"; no teatro, exigem educação, silêncio e respeito durante a apresentação. Da mesma forma, quando se mora num apartamento, há um horário limite para determinados barulhos. Assim como, se alguém vai ter um encontro com uma pessoa que a julga importante, não vai com a primeira roupa que encontra pendurada no cabide do guarda-roupa. Certo dia, encontrei um jovem que foi à Missa vestindo uma camiseta regata. Então, perguntei-lhe: "Por que você não veio mais composto?" E ele respondeu: "Deus quer é o coração, não a veste". Sua falsa lógica provocativa não me dispensou imediato acinte: "Se é assim, por que não veio nu?!". Se alguém não sabe, os especialistas em etiqueta afirmam que esse tipo de roupa não combina com nenhum evento social, a não ser com esporte e lazer.
No fundo, o que falta é um pouco de bom senso e respeito pelas pessoas ao redor, e, de modo muito mais especial ainda, pelo Cristo, o Dono da Igreja, presente no Sacrário. Incrível como nossa mediocridade e banalidade encontram justificativas e desculpas para tentar impor nossas razões hipócritas e incoerentes. E o que dizer dos aborrecimentos com os atrasos, considerados por alguns de "chiques"!?. Falta de educação e respeito nunca foram "chiques" em lugar nenhum. Infelizmente, fomos mal-acostumados com o incisivo e provocante rifão do "atrasar é chique!". Entendo que nem tudo poder ser, rigorosamente, vivido na dinâmica respeitosa da pontualidade, mas, atrasar mais de meia hora, deixando o sacerdote esperando como um pateta, já é abuso. Agora, se for o padre quem atrasar, depois que os noivos e convidados tiveram entrado na igreja, coitado dele! Já tivemos sérios problemas por conta disso. Mas, os direitos deveriam ser iguais, quer dizer, direitos e deveres.
Quem não cumpre os deveres, deveria perder todos os direitos se não for capaz de encontrar legítimas e convincentes explicações para o seu atraso. De fato, esse é um problema que está presente na leviandade de muitas pessoas que não prezam por seus compromissos como deveriam, tratando-os com reverência e honradez. No aeroporto de Brasília (DF), presenciei uma confusão instantânea feita por um casal que, chegando depois do tempo previsto para o embarque, não o fizeram e perderam o direito para alguém que já estava na fila de espera havia mais de duas horas. A balbúrdia, a gritaria e o descontrole foram notáveis no balcão de controle do embarque. Eles dançaram o "samba do caboclo doido", mas não viajaram. A orientação é para que se chegue, pelo menos, uma hora antes, em voos nacionais e, duas, em voos internacionais. No caso, da Igreja, que, graças a Deus, não vai decolar para lugar nenhum, o ideal seria que o padre se atrasasse tanto tempo quanto os noivos atrasam, depois do horário marcado e previsto para o início da celebração. Aliás, quando isso acontece por alguns minutos, os ânimos se sublevam e se agitam se o padre não aparecer logo. Sendo que a celebração do Matrimônio é um momento muito importante na vida de todos, dos noivos aos seus familiares e convidados, a exigência do diálogo se faz necessária com todos os envolvidos na esteira da preparação e da realização do evento, a fim de que tudo aconteça na mais absoluta e desejada ordem. Com efeito, o casamento não é apenas um encontro social, em que nos produzimos para sair bem na foto e, consequentemente, no álbum. É mais do que isso, é um Sacramento que os noivos recebem prometendo respeito e fidelidade recíprocos por toda a vida. E, para tal atitude, contam com a graça recebida pelo Sacramento da Igreja.
Os sacerdotes não somos funcionários da arbitrariedade e da incompetência de quem não leva a sério a responsabilidade de seus compromissos, querendo transformar a Igreja "na casa da mãe Joana", onde cada um faz o que quer, quando quer e pensa que pode. Nosso desejo é que a reflexão ajude-nos a rever nossos conceitos e valores quando nos aproximamos das coisas sagradas da Igreja de Cristo, no intento de não entregarmos "pérolas aos porcos" (cf. Mt 7,6). Embora pareça dura, a expressão é de Cristo Jesus, ensinando aos Apóstolos o santo dever da consciência de não profanar as coisas santas de sua própria e amada Igreja.
Padre Gilvan Rodrigues dos SantosMestre em Teologia Bíblica- Pontifícia Univ. Gregoriana Roma
segunda-feira, 28 de março de 2011
Clame e Ele virá ao seu encontro
por Pe. Jonas Abib
No Evangelho de São Mateus há um fato muito interessante: após a multiplicação dos pães, Jesus despediu os apóstolos e foi rezar no alto do monte. O barco se agitava numa grande tempestade. Os apóstolos estavam apavorados... quando de repente viram alguém caminhando sobre o mar: era Jesus.
Não imaginando que fosse Jesus, eles ficaram ainda mais amedrontados e soltavam gritos de terror: “é um fantasma!” Mas logo Jesus lhes disse: “Coragem! Sou Eu. Não tenhais medo” (Mt 14,27).
Muitas vezes a nossa vida é agitada pelas tempestades e nos desesperamos, porque nos falta confiança. Precisamos ter confiança cega em Deus, na certeza de que o seu socorro não faltará.
O Senhor é o mesmo de ontem, de hoje e de amanhã; Ele está vivo. Não servimos a um Deus morto, clame e Ele virá ao seu encontro.
Não desanime na hora da tempestade, para que a tempestade não o afogue. O Senhor nos manda ser corajosos. Não precisamos ter medo de nada. Jesus nunca vai nos abandonar.
Quando nos conscientizamos e clamamos pelo socorro do céu, tudo muda, a tempestade se acalma e ousamos andar sobre as águas. Foi o que Pedro experimentou: “‘Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água’. Ele respondeu: ‘Vem!’ Pedro desceu do barco e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus” (Mt 14,28-29).
Também podemos andar sobre os nossos problemas, sobre as tempestades que assolam as nossas vidas, fixando os olhos em Deus, sem desviar para a direita ou para a esquerda.
Quando Pedro tirou os olhos de Jesus, ele afundou. Aí está o segredo: podemos andar sobre os nossos problemas, sem nos deixar amedrontar pela tempestade, se continuarmos com os olhos fixos no Senhor.
Tenha a certeza: quando você traz o Senhor para dentro do barco da sua vida, tudo muda. O vento cessa, a tempestade se acalma... o Senhor passa a ter o comando de tudo.
“Coragem. Sou eu. Não tenhais medo”. Seja qual for a situação pela qual você esteja passando, confie: é Ele mesmo quem diz: “Sou eu. Não tenhais medo”. Nas grandes dificuldades, mas também nas situações embaraçosas, do dia-a-dia, Ele está ao nosso lado. Não há por que temer.
Reze junto comigo:
Senhor, eu agradeço por tantos milagres, curas que tens realizado na vida dos meus irmãos. Tu és verdadeiramente o Deus do impossível.
Entra Senhor no barco da minha vida. Vê, Senhor, a agitação em que está. Até hoje eu tive medo e pensei que estava sozinho, mas agora já não tenho mais medo, pois quem está conduzindo o barco da minha vida é o Senhor.
Apresento todas as situações que estou vivendo e já agradeço pelo novo rumo que está dando. Eu não estou sozinho. Confesso que já estava cansado, fraco, com medo das grandes ondas, mas agora já não tenho mais medo, porque o Senhor é por mim.
Agradeço pelo milagre que está realizando na minha vida. Sou uma nova pessoa.
A partir deste momento o leme da minha vida está em tuas mãos. Eu não tomarei mais nenhuma decisão por mim mesmo.
Quero louvar e agradece pela paz e pela cura que realizas.
Bendito seja o teu nome, meu Senhor e meu Deus.
No Evangelho de São Mateus há um fato muito interessante: após a multiplicação dos pães, Jesus despediu os apóstolos e foi rezar no alto do monte. O barco se agitava numa grande tempestade. Os apóstolos estavam apavorados... quando de repente viram alguém caminhando sobre o mar: era Jesus.
Não imaginando que fosse Jesus, eles ficaram ainda mais amedrontados e soltavam gritos de terror: “é um fantasma!” Mas logo Jesus lhes disse: “Coragem! Sou Eu. Não tenhais medo” (Mt 14,27).
Muitas vezes a nossa vida é agitada pelas tempestades e nos desesperamos, porque nos falta confiança. Precisamos ter confiança cega em Deus, na certeza de que o seu socorro não faltará.
O Senhor é o mesmo de ontem, de hoje e de amanhã; Ele está vivo. Não servimos a um Deus morto, clame e Ele virá ao seu encontro.
Não desanime na hora da tempestade, para que a tempestade não o afogue. O Senhor nos manda ser corajosos. Não precisamos ter medo de nada. Jesus nunca vai nos abandonar.
Quando nos conscientizamos e clamamos pelo socorro do céu, tudo muda, a tempestade se acalma e ousamos andar sobre as águas. Foi o que Pedro experimentou: “‘Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água’. Ele respondeu: ‘Vem!’ Pedro desceu do barco e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus” (Mt 14,28-29).
Também podemos andar sobre os nossos problemas, sobre as tempestades que assolam as nossas vidas, fixando os olhos em Deus, sem desviar para a direita ou para a esquerda.
Quando Pedro tirou os olhos de Jesus, ele afundou. Aí está o segredo: podemos andar sobre os nossos problemas, sem nos deixar amedrontar pela tempestade, se continuarmos com os olhos fixos no Senhor.
Tenha a certeza: quando você traz o Senhor para dentro do barco da sua vida, tudo muda. O vento cessa, a tempestade se acalma... o Senhor passa a ter o comando de tudo.
“Coragem. Sou eu. Não tenhais medo”. Seja qual for a situação pela qual você esteja passando, confie: é Ele mesmo quem diz: “Sou eu. Não tenhais medo”. Nas grandes dificuldades, mas também nas situações embaraçosas, do dia-a-dia, Ele está ao nosso lado. Não há por que temer.
Reze junto comigo:
Senhor, eu agradeço por tantos milagres, curas que tens realizado na vida dos meus irmãos. Tu és verdadeiramente o Deus do impossível.
Entra Senhor no barco da minha vida. Vê, Senhor, a agitação em que está. Até hoje eu tive medo e pensei que estava sozinho, mas agora já não tenho mais medo, pois quem está conduzindo o barco da minha vida é o Senhor.
Apresento todas as situações que estou vivendo e já agradeço pelo novo rumo que está dando. Eu não estou sozinho. Confesso que já estava cansado, fraco, com medo das grandes ondas, mas agora já não tenho mais medo, porque o Senhor é por mim.
Agradeço pelo milagre que está realizando na minha vida. Sou uma nova pessoa.
A partir deste momento o leme da minha vida está em tuas mãos. Eu não tomarei mais nenhuma decisão por mim mesmo.
Quero louvar e agradece pela paz e pela cura que realizas.
Bendito seja o teu nome, meu Senhor e meu Deus.
domingo, 27 de março de 2011
Dá-me de beber
O mundo está sedento de Deus
"Todo aquele que beber desta água, terá sede de novo; mas quem beber da água que eu darei, nunca mais terá sede, porque a água que eu darei se tornará nele uma fonte de água jorrando para a vida inteira." Jo 4,13-14
Uma vez que se experimentou da água "Jesus", é natural se tornar uma fonte de água que, como Ele, jorrará para a vida inteira. Jesus, a fonte de água viva, quando se aproxima da samaritana, se coloca na condição de um necessitado, de alguém que precisa de água. Mesmo Ele sendo a fonte da água viva, fala "Dá-me de beber".
A humildade de Jesus faz com que algo que não era comum, acontecesse: o diálogo entre uma mulher samaritana e um judeu.
Se colocou na condição de quem precisava de água e assim, fez com que aquela mulher fosse alcançada pela água viva. A sua atitude mostrou a importância de me deixar alcançar pelo outro.
Ele poderia antes de tudo se apresentar como a fonte de água viva. mas pelo contrário, como alguém que precisa Ele diz "Dá-me de beber" se fazendo assim alcançar. Daí a importância de estar atento à necessidade do outro. De muitas vezes, como Jesus, me colocar na condição de quem precisa, me fazendo um com o outro. Não há mérito nenhum em ver e experimentar Jesus, se não me deixo alcançar pelo outro.
Para aqueles que o experimentaram e, assim se tornaram como Ele uma fonte de água viva, é inadmissível não ter a sua atitude. O mundo hoje se encontra como aquela Samaritana, sedento de Deus. Sedento de algo que muitos de nós já experimentamos.
Se com atenção eu olhar a minha volta, verei que existem samaritanas e samaritanos, tão próximos que corro o risco de não percebê-los. Quem hoje é um samaritano para mim? Para quem hoje eu preciso como Jesus dizer "Dá-me de beber" e como Ele me deixar alcançar?
"Todo aquele que beber desta água, terá sede de novo; mas quem beber da água que eu darei, nunca mais terá sede, porque a água que eu darei se tornará nele uma fonte de água jorrando para a vida inteira." Jo 4,13-14
Uma vez que se experimentou da água "Jesus", é natural se tornar uma fonte de água que, como Ele, jorrará para a vida inteira. Jesus, a fonte de água viva, quando se aproxima da samaritana, se coloca na condição de um necessitado, de alguém que precisa de água. Mesmo Ele sendo a fonte da água viva, fala "Dá-me de beber".
A humildade de Jesus faz com que algo que não era comum, acontecesse: o diálogo entre uma mulher samaritana e um judeu.
Se colocou na condição de quem precisava de água e assim, fez com que aquela mulher fosse alcançada pela água viva. A sua atitude mostrou a importância de me deixar alcançar pelo outro.
Ele poderia antes de tudo se apresentar como a fonte de água viva. mas pelo contrário, como alguém que precisa Ele diz "Dá-me de beber" se fazendo assim alcançar. Daí a importância de estar atento à necessidade do outro. De muitas vezes, como Jesus, me colocar na condição de quem precisa, me fazendo um com o outro. Não há mérito nenhum em ver e experimentar Jesus, se não me deixo alcançar pelo outro.
Para aqueles que o experimentaram e, assim se tornaram como Ele uma fonte de água viva, é inadmissível não ter a sua atitude. O mundo hoje se encontra como aquela Samaritana, sedento de Deus. Sedento de algo que muitos de nós já experimentamos.
Se com atenção eu olhar a minha volta, verei que existem samaritanas e samaritanos, tão próximos que corro o risco de não percebê-los. Quem hoje é um samaritano para mim? Para quem hoje eu preciso como Jesus dizer "Dá-me de beber" e como Ele me deixar alcançar?
sábado, 26 de março de 2011
Por que viemos ao mundo?
Tudo começou assim: recebi um e-mail de uma jovem pedindo-me ajuda, pois precisava falar a um grupo a respeito da missão que assumimos neste mundo, e não sabia por onde começar. Foi interesante, porque era justamente sobre isso que eu havia refletido durante o “estudo da Palavra” naquela manhã. A partir do Evangelho de João 7, respondi-lhe, com base em minha reflexão, mais ou menos o que partilho aqui.
Podemos partir do princípio de que somos filhos amados de Deus, criados por Ele, com amor e para amar. Digo inclusive para você que tem uma história difícil e sabe por exemplo que não foi esperado por seus pais; também nesse caso, a afirmativa não muda: Deus o quis! Por isso foi além da razão e dos planos humanos e o criou por amor. Consideremos ainda que, ao nos criar, o Senhor imprimiu em nosso ser o desejo de amar e ser amados, porque Deus é amor e nos fez à Sua imagem e semelhança. Fazer essa decoberta fundamenta a nossa fé e dá mais sentido à nossa existência.
Jesus Cristo, o Homem mais famoso da história, impressionava multidões com Seus discursos e Suas obras, porque Ele sabia que era amado pelo Pai. Sabia de onde veio, qual Sua missão neste mundo e para onde iria.
Portanto, creio que, como cristãos, uma de nossas prioridades, antes de pensar em realizar uma determinada missão, é descobrir quem somos diante de Deus, de onde viemos e para onde vamos. Com essa experiência, certamente vamos perceber também que amar é nossa missão primeira aqui na terra. Missão que pode ser expressa de várias maneiras, seja nos papéis que assumimos, seja nos relacionamentos que temos e em tudo mais que a Divina Providência nos permitir viver. No entanto, a essência do chamdo não muda: Deus nos criou para amar.
Por isso vai aqui uma dica: se hoje você percebe a necessidade de assumir uma missão, seja ela qual for, procure antes refletir sobre quem é você. Volte às suas origens, acolha sua história, por mais difícil que esta seja e reconcilie-se com ela. Sua história é seu alicerce. Lembre-se de que, na raíz da sua criação, está a iniciativa amorosa de Deus. Procure também rever sua vida hoje; analise suas atitudes, seus relacionamentos e suas escolhas, sempre considerando que Deus o criou para o amor. Reflita ainda a respeito das suas metas para o futuro, seus sonhos e ideais, lembrando que, neste mundo, tudo é passageiro e o que conta no final é o que somos e não o que fizemos.
Aliás, corremos o sério risco de passar a vida fazendo coisas e nos esquecendo de sermos pessoas; e o que nos leva, muitas vezes, a isso é justamente o acúmulo de atividades que assumimos, algumas até desnecessárias. Assim, naturalmente, lidamos com a pressa e a falta de tempo para quase tudo, inclusive para nos relacionarmos com nós mesmos, o que é fundamental para uma vida sadia.
Por incrível que pareça, em nossos dias, ter uma agenda preenchida virou "status". É como se isso fosse garantia de utilidade no planeta. Mas Deus nos desafia a irmos além. O cristão precisa ter consciência de que não vale pelo que faz, mas sim pelo que é. Se para expressar o amor de Deus às criaturas, ele realiza obras neste mundo, ótimo. Conhecemos inúmeros testemunhos de pessoas que se tornaram imortais por seus benefícios expressos em obras. Mas pode observar que as obras consideradas imortais geralmente têm como base o amor.
Recordo-me, por exemplo, de Santa Teresa de Lisieux, ela não realizou grandes feitos aos olhos humanos, nem edificou monumentos, tampouco tinha a agenda “lotada”. Viveu na clausura do Carmelo e morreu com apenas 24 anos. No entanto, foi eleita a Padroeira das Missões, doutora da Igreja e influencia até hoje a vida de inúmeras pessoas. Sabe por quê? Porque ela, desde cedo, fez a experiência do amor de Deus e assim descobriu sua missão. Sabia de onde veio, porque estava aqui na terra, e para onde iria. Ela mesma conta-nos, em em sua autobiografia, que desejava fazer muitas coisas por amor a Jesus, neste mundo, mas teve a graça de descobrir o essencial. "Percebi que o amor encerra em si todas as vocações, que o amor é tudo, abraça a todos os tempos e lugares, numa palavra, o amor é eterno. Então, delirante de alegria, exclamei: Ò Jesus, meu amor, encontrei afinal minha vocação... No coração da Igreja minha mãe, eu serei o amor e desse modo serei tudo".
Quem dera cada um de nós também possa fazer essa experiência e, assim, encontrar o rumo certo para nossa missão como peregrinos aqui na terra. Já que fomos criados por amor e para amar, procuremos amar concretamente hoje. Como? Deus mesmo nos mostrará.
Dijanira Silva
Podemos partir do princípio de que somos filhos amados de Deus, criados por Ele, com amor e para amar. Digo inclusive para você que tem uma história difícil e sabe por exemplo que não foi esperado por seus pais; também nesse caso, a afirmativa não muda: Deus o quis! Por isso foi além da razão e dos planos humanos e o criou por amor. Consideremos ainda que, ao nos criar, o Senhor imprimiu em nosso ser o desejo de amar e ser amados, porque Deus é amor e nos fez à Sua imagem e semelhança. Fazer essa decoberta fundamenta a nossa fé e dá mais sentido à nossa existência.
Jesus Cristo, o Homem mais famoso da história, impressionava multidões com Seus discursos e Suas obras, porque Ele sabia que era amado pelo Pai. Sabia de onde veio, qual Sua missão neste mundo e para onde iria.
Portanto, creio que, como cristãos, uma de nossas prioridades, antes de pensar em realizar uma determinada missão, é descobrir quem somos diante de Deus, de onde viemos e para onde vamos. Com essa experiência, certamente vamos perceber também que amar é nossa missão primeira aqui na terra. Missão que pode ser expressa de várias maneiras, seja nos papéis que assumimos, seja nos relacionamentos que temos e em tudo mais que a Divina Providência nos permitir viver. No entanto, a essência do chamdo não muda: Deus nos criou para amar.
Por isso vai aqui uma dica: se hoje você percebe a necessidade de assumir uma missão, seja ela qual for, procure antes refletir sobre quem é você. Volte às suas origens, acolha sua história, por mais difícil que esta seja e reconcilie-se com ela. Sua história é seu alicerce. Lembre-se de que, na raíz da sua criação, está a iniciativa amorosa de Deus. Procure também rever sua vida hoje; analise suas atitudes, seus relacionamentos e suas escolhas, sempre considerando que Deus o criou para o amor. Reflita ainda a respeito das suas metas para o futuro, seus sonhos e ideais, lembrando que, neste mundo, tudo é passageiro e o que conta no final é o que somos e não o que fizemos.
Aliás, corremos o sério risco de passar a vida fazendo coisas e nos esquecendo de sermos pessoas; e o que nos leva, muitas vezes, a isso é justamente o acúmulo de atividades que assumimos, algumas até desnecessárias. Assim, naturalmente, lidamos com a pressa e a falta de tempo para quase tudo, inclusive para nos relacionarmos com nós mesmos, o que é fundamental para uma vida sadia.
Por incrível que pareça, em nossos dias, ter uma agenda preenchida virou "status". É como se isso fosse garantia de utilidade no planeta. Mas Deus nos desafia a irmos além. O cristão precisa ter consciência de que não vale pelo que faz, mas sim pelo que é. Se para expressar o amor de Deus às criaturas, ele realiza obras neste mundo, ótimo. Conhecemos inúmeros testemunhos de pessoas que se tornaram imortais por seus benefícios expressos em obras. Mas pode observar que as obras consideradas imortais geralmente têm como base o amor.
Recordo-me, por exemplo, de Santa Teresa de Lisieux, ela não realizou grandes feitos aos olhos humanos, nem edificou monumentos, tampouco tinha a agenda “lotada”. Viveu na clausura do Carmelo e morreu com apenas 24 anos. No entanto, foi eleita a Padroeira das Missões, doutora da Igreja e influencia até hoje a vida de inúmeras pessoas. Sabe por quê? Porque ela, desde cedo, fez a experiência do amor de Deus e assim descobriu sua missão. Sabia de onde veio, porque estava aqui na terra, e para onde iria. Ela mesma conta-nos, em em sua autobiografia, que desejava fazer muitas coisas por amor a Jesus, neste mundo, mas teve a graça de descobrir o essencial. "Percebi que o amor encerra em si todas as vocações, que o amor é tudo, abraça a todos os tempos e lugares, numa palavra, o amor é eterno. Então, delirante de alegria, exclamei: Ò Jesus, meu amor, encontrei afinal minha vocação... No coração da Igreja minha mãe, eu serei o amor e desse modo serei tudo".
Quem dera cada um de nós também possa fazer essa experiência e, assim, encontrar o rumo certo para nossa missão como peregrinos aqui na terra. Já que fomos criados por amor e para amar, procuremos amar concretamente hoje. Como? Deus mesmo nos mostrará.
Dijanira Silva
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
A felicidade mora no lar
A maior tragédia do mundo moderno é a destruição da família
"Os momentos mais felizes da minha vida foram aqueles, poucos, que pude passar em minha casa, no seio de minha família" (Tomas Jefferson, ex-presidente dos Estados Unidos da América).
A maior alegria é colhida na família, a cada dia. A realidade que mais nos aproxima da ideia do paraíso é o nosso lar. Um homem não pode deixar ao mundo uma herança melhor do que uma família bem criada.
Alguém disse que o mundo oferece aos homens e aos pássaros mil lugares para pousar, mas apenas um ninho. Um homem que não for feliz no lar, dificilmente o será em outro lugar.
Até quando nos deixaremos enganar querendo ir buscar a felicidade tão longe, se ela está bem junto de nós? A família é o complemento de nós mesmos. Ela é a base da sociedade. Nela somos indivíduos reconhecidos e amados e não apenas um número, um RG, um CPF.
É no seio da família que cada pessoa faz a experiência própria do que seja amar e ser amado; sem o que jamais será feliz. Quando a família se destrói, a sociedade toda corre sério risco; é por isso que temos hoje tantos jovens delinquentes envolvidos nas drogas, na bebida e na violência. Muitos estão no mundo do crime porque não tiveram um lar.
Sem dúvida, a maior tragédia do mundo moderno é a destruição da família. As separações arrasam os casamentos e, consequentemente as famílias. Os filhos pagam o preço da separação dos pais; e eles mesmos sofrem com isso. Quando as famílias eram bem constituídas não eram tantos os jovens envolvidos com drogas, com a violência e com a depressão.
Mais do que nunca o mundo precisa de homens e mulheres dispostos a constituir famílias sólidas, edificadas pelo matrimônio, nas quais os esposos vivam a fidelidade conjugal e se dediquem de corpo e alma ao bem dos filhos. E é isso que dá felicidade ao homem e à mulher.
Infelizmente, uma mentalidade consumista, egoísta e comodista toma conta do mundo e das pessoas cada vez mais, impedindo-as de terem filhos e famílias sólidas.
A felicidade do lar está também no relacionamento saudável, fiel e amoroso dos esposos. Sem fidelidade conjugal a família não se sustenta. Essa fidelidade tem um alto preço de renúncia às tentações do mundo, mas produz a verdadeira felicidade. Marido e mulher precisam se amar de verdade e viver um para o outro, totalmente, sem se darem ao direito da menor aventura fora do lar. Isso seria traição ao outro, aos filhos e a Deus.
A felicidade tem um preço; e na família temos de pagar o preço da renúncia ao que é proibido. Não se permita a menor intimidade com outra pessoa que não seja o seu esposo ou sua esposa. Não brinque com fogo!
A grande ameaça à família hoje é a infidelidade conjugal; muitos maridos, e também esposas, traem os seus cônjuges e trazem para dentro do lar a infelicidade própria e a dos filhos. Saiba que isso não compensa jamais; não destrua em pouco tempo aquilo que foi construído em anos de luta. Se você destruir a sua família estará destruindo a sua felicidade.
Marido e mulher precisam viver um para o outro e ambos para os filhos. A felicidade do casal pode ser muito grande, mas isso depende de que ambos vivam a promessa do amor conjugal. Amar é construir o outro; é ajudá-lo a crescer; é ajudá-lo a vencer os seus problemas. Amar é construir alguém querido com o preço da própria renúncia. Quem não está disposto a esse sacrifício nunca saberá o que é a felicidade de um lar.
"Os momentos mais felizes da minha vida foram aqueles, poucos, que pude passar em minha casa, no seio de minha família" (Tomas Jefferson, ex-presidente dos Estados Unidos da América).
A maior alegria é colhida na família, a cada dia. A realidade que mais nos aproxima da ideia do paraíso é o nosso lar. Um homem não pode deixar ao mundo uma herança melhor do que uma família bem criada.
Alguém disse que o mundo oferece aos homens e aos pássaros mil lugares para pousar, mas apenas um ninho. Um homem que não for feliz no lar, dificilmente o será em outro lugar.
Até quando nos deixaremos enganar querendo ir buscar a felicidade tão longe, se ela está bem junto de nós? A família é o complemento de nós mesmos. Ela é a base da sociedade. Nela somos indivíduos reconhecidos e amados e não apenas um número, um RG, um CPF.
É no seio da família que cada pessoa faz a experiência própria do que seja amar e ser amado; sem o que jamais será feliz. Quando a família se destrói, a sociedade toda corre sério risco; é por isso que temos hoje tantos jovens delinquentes envolvidos nas drogas, na bebida e na violência. Muitos estão no mundo do crime porque não tiveram um lar.
Sem dúvida, a maior tragédia do mundo moderno é a destruição da família. As separações arrasam os casamentos e, consequentemente as famílias. Os filhos pagam o preço da separação dos pais; e eles mesmos sofrem com isso. Quando as famílias eram bem constituídas não eram tantos os jovens envolvidos com drogas, com a violência e com a depressão.
Mais do que nunca o mundo precisa de homens e mulheres dispostos a constituir famílias sólidas, edificadas pelo matrimônio, nas quais os esposos vivam a fidelidade conjugal e se dediquem de corpo e alma ao bem dos filhos. E é isso que dá felicidade ao homem e à mulher.
Infelizmente, uma mentalidade consumista, egoísta e comodista toma conta do mundo e das pessoas cada vez mais, impedindo-as de terem filhos e famílias sólidas.
A felicidade do lar está também no relacionamento saudável, fiel e amoroso dos esposos. Sem fidelidade conjugal a família não se sustenta. Essa fidelidade tem um alto preço de renúncia às tentações do mundo, mas produz a verdadeira felicidade. Marido e mulher precisam se amar de verdade e viver um para o outro, totalmente, sem se darem ao direito da menor aventura fora do lar. Isso seria traição ao outro, aos filhos e a Deus.
A felicidade tem um preço; e na família temos de pagar o preço da renúncia ao que é proibido. Não se permita a menor intimidade com outra pessoa que não seja o seu esposo ou sua esposa. Não brinque com fogo!
A grande ameaça à família hoje é a infidelidade conjugal; muitos maridos, e também esposas, traem os seus cônjuges e trazem para dentro do lar a infelicidade própria e a dos filhos. Saiba que isso não compensa jamais; não destrua em pouco tempo aquilo que foi construído em anos de luta. Se você destruir a sua família estará destruindo a sua felicidade.
Marido e mulher precisam viver um para o outro e ambos para os filhos. A felicidade do casal pode ser muito grande, mas isso depende de que ambos vivam a promessa do amor conjugal. Amar é construir o outro; é ajudá-lo a crescer; é ajudá-lo a vencer os seus problemas. Amar é construir alguém querido com o preço da própria renúncia. Quem não está disposto a esse sacrifício nunca saberá o que é a felicidade de um lar.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
'Tudo posso n'Aquele que me fortalece'

por Pe. Fabio de Mello
Não há um ser humano 'grande' sem preparo
"Tudo posso n’Aquele que me fortalece". Não é uma frase por acaso, ela nasceu de um contexto.
Aquilo que não cai pela força do tempo é porque está fincado no chão com raízes profundas. "Tudo posso n’Aquele que me fortalece" é uma frase bonita, todos nós teríamos o direito de dizê-la, mas para que ela realmente aconteça dentro de nós ela precisa ter bastidores, o tempo de preparo.
Por que a Igreja nos pede uma hora de jejum antes da comunhão? Para que nosso corpo se prepare para receber Jesus. O tempo de preparo é importante para o crescimento de uma pessoa.
A destruição do ser humano começa quando colocamos soldados para trabalharem de modo contrário ao que nos salva. Deus não tem outro desejo para a humanidade, a não ser salvá-la, para que esta possa dizer: "Tudo posso n’Aquele que me fortalece".
Não existe possibilidade de sermos grandes como homens de fé se não soubermos viver o tempo da espera. O meu "tudo posso" está em conexão com minha atitude, eu acolho para minha carne o desejo de Deus para minha vida.
As forças que o enfraquecem batem à sua porta e são sedutoras. Para estar em Deus é preciso viver o exercício da vontade, e a graça de Deus fortalece a nossa vontade para que possamos dizer “não” ou “sim”.
Não há um ser humano “grande” sem preparo. Chega dessa ilusão de acharmos que chegaremos a algum lugar sem luta! O vício nos humilha, vemos no carnaval uma juventude bonita, mas humilhada. Homens e mulheres jogados pelo chão como se fossem animais; e retirar uma pessoa dessa situação é difícil, mas muitas comunidades, como Bethânia, fazem esse trabalho. Os traficantes só pensam em ganhar seu dinheiro, eles não estão interessados na capacidade de seu filho dizer "não" às drogas.
Nós nos esquecemos de que devemos nos preparar para ser pais, mães, ter uma boa família, assim como padre se prepara para ser um bom padre. Quando nós temos uma sociedade despreparada o resultado é catastrófico.
“Tudo posso n’Aquele que me fortalece”, essa frase tem que ter o sacrifício nosso de cada dia. Às vezes, acho que estamos amortecidos, as coisas ruins estão acontecendo e não fazemos nada. Não podemos fazer nada se Deus está fora de nossa vida.
Não adianta nada você oferecer a regra para quem não quer obedecer, se antes, você não oferecer amor a essa pessoa. Se o vício nos escraviza precisamos propor o que nos liberta. Quando você descobre que Jesus lhe ensina coisas boas, que não há nada melhor nesta vida do que saber que Ele o ama e lhe quer bem, você se sente bem.
“Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra. Porque estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, vossa vida, aparecer, então também vós aparecereis com ele na glória” (Colossesenses 3, 1-4).
Quando queremos alguma coisa, nós lutamos. O vício só vai embora, quando queremos ser libertos de verdade. Quer livrar-se da depressão? Queira isso de verdade, com todos os sacrifícios que serão exigidos de você para se libertar.
Nós, muitas vezes, queremos um Cristianismo "light", uma vida "light"... Não queremos sacrifícios. Eu tenho medo da religião que nos acomoda. O nosso sacrifício de Quaresma, por exemplo, tem que estar ligado a algo em nós que precisa de mudança, nós sabemos aquilo que nos aprisiona e não nos deixa ir para o céu.
Eu quero alcançar a libertação a que eu tenho direito. Ninguém pode tratá-lo como lixo, por isso você tem que ser seletivo naquilo que entra em seu coração.
Onde seus pés estão presos? O que o impede de dizer “tudo posso”? Está lhe faltando preparo? Peça a Deus que o fortaleça para iniciar esse tempo de preparo em sua vida. Muitas vezes, só podemos dizer “tudo posso” quando alguém segura a nossa mão.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
O sexo nos planos de Deus

Deus não quer sexo sem vida, mas também não quer vida sem sexo
Você sabe qual o sentido do sexo no plano de Deus? O sexo une e é benéfico para o relacionamento. Todavia, Deus Pai é categórico ao propor que ele seja feito apenas dentro do matrimônio. O Senhor não inclui em Seus planos a vivência do sexo fora ou antes do casamento. A vivência sexual entre o homem e a mulher tem dois sentidos no plano divino: unitivo e procriativo. O Criador disse para o casal: "Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra" (cf. Gn 1,28), e ela não está cheia ainda. Falta muito para enchê-la e, para isso, o Senhor deu ao casal a vida sexual.
Deus não quer sexo sem vida, mas também não quer vida sem sexo. Ele não quer que se tenha vida sexual e se impeça a vida de acontecer. Vida sem sexo, gerada num tubo de ensaio, gerada por fertilização, inseminação artificial, não está nos planos de Deus. Para que haja o ato sexual deve haver corações abertos à vida. Essa é a dimensão da procriação. Não há nada mais lindo neste mundo do que a maternidade e a paternidade.
O ser humano é gerado pelo ato sexual, o ato da vida. Para o casal, ele é uma fonte de vida, por isso é um ato grandioso e digno. Contudo, no mundo, o sexo encontra-se maltratado, sujo, profanado, prostituído, comercializado e, dessa forma, é comum na mente de algumas pessoas a imagem desse ato [sexo] como algo impuro, ruim.
Não, o sexo é algo belo! Há pessoas que, antes de praticarem o ato sexual, viram o crucifixo de costas, retiram as imagens sagradas do quarto, porque não compreendem a dignidade desse ato.
Além do aspecto procriativo do sexo, resta ainda o aspecto unitivo, ou seja, que une o casal. Deus disse para o casal: "Sereis uma só carne" (cf. Mc 10,8), e esta expressão significa: "Serão um só coração, uma só alma, terão um só projeto de vida, serão um". É o que o Todo-poderoso quer para o casal. Ele quer que, no momento de gerar um filho, o casal seja um. Um pelo ato sexual, que é exatamente a celebração do amor conjugal.
O sexo para o casal é a celebração mais profunda do amor conjugal, o ápice do amor. O sentimento amoroso pode ser expresso de inúmeras maneiras: dando uma flor para a pessoa amada, um abraço, um telefonema quando se está longe... Porém, a forma mais intensa, mais profunda e radical de expressá-lo é através do ato sexual, no qual não estão mais presentes as palavras; estão os corpos, a sensibilidade, os corações entregando-se um ao outro.
Do livro 'A Cura da nossa Afetividade e Sexualidade' - Editora Canção Nova
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Todos os cristãos são chamados a ser sal da terra e luz
por Pe. Paulo Ricardo
“Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus.” Mateus 5,11-12
Esses versículos foi a última frase que ouvimos domingo passado, agora na continuação das bem aventuranças Jesus muda o tom do sermão nos dizendo:“Vós sois o sal da terra. Vós sois a luz do mundo”, esse contexto é para os cristãos perseguidos.
Todos os cristãos são chamados a ser sal da terra e luz do mundo, mas principalmente os perseguidos.
Que tipo de perseguição sofremos hoje na Igreja?
Podemos ver pela vida de São Pio de Pietrelcina.
Um frade que tinha estigmas, eram aspectos físicos de sua santidade, mas também aspectos interiores extraordinários, como o da perseguição, perseguição não somente dos de fora, mas dos que estavam dentro da Igreja, marcado pelo sofrimento e zelo pelas almas dizia: “A salvação das almas custam sangue.”
É aquilo que está livro de Hebreus 9,22: “Não há redenção sem derramamento de sangue.” Quantas vezes Padre Pio foi considerado um homem clinicamente morto, com as febres de mais de 50 °C, nesse período em que se encontrava doente, ele recebeu as chagas.
Um homem com um dom, as experiências de confessar-se com ele era extraordinária por que ele lia a alma das pessoas, e também tinha um grande amor pela alma dos seus filhos espirituais, onde falava: “Quando o Senhor me chamar, eu direi: 'Senhor, eu fico aqui, na porta do Paraíso. Entrarei quando tiver visto entrar o último de meus filhos espirituais'.”
Ele realizava esse grande prodígio: Atender confissões e celebrar Missa. Padre Pio foi chamado a se configurar a Cristo de outras formas, não somente no físico através das chagas, mas pelas calúnias, onde foi condenado injustamente, alguns padres e bispos tiveram inveja dele, com tudo isso, ele nunca falou mal da igreja.
Com ele aprendemos que cada alma deve ser salva, e que cada alma tem preço de sangue. Ele pagou o preço da salvação de muitos, foi o único sacerdote que teve as chagas de nosso Senhor, todos os outros foram leigos.
A boa nova do Padre Pio é ter se configurado a Cristo Crucificado. Jesus sofreu e morreu na cruz por todos, mas Ele escolhe algumas pessoas, para partilhar seu sofrimento.
“Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus.” Mateus 5,16
Jesus nos diz através de Padre Pio: “Vai ama-me de volta! Seja você também caluniado, chagado por mim! Ama-me de volta.
Por isso, Padre Pio brilha como luz, assim também que a sua luz brilhe para o mundo no seu sofrimento.
Olha a história da igreja que está marcado por tantos inimigos de fora, mas também de dentro. O inimigo que devemos temer não é o que está no externo, mas no interno, aquele que não quer que sejamos fiéis a Deus.
Outro exemplo que temos é o Bem aventurado José de Anchieta que não teve medo dos bárbaros de fora, mas do bárbaros dentro dele, ainda seminarista escrevia poemas para a Virgem Maria, modo de preservar sua castidade.
Reze portanto, pelas conversões.
A Igreja Celeste, são cidades iluminadas edificadas na montanha que não podem ser escondidas, enquanto isso na terra precisamos dessa batalha, para que nossa chama, não se apague. Estamos em perigo, a Igreja triunfante já está plenamente realizado, aqui estamos em luta, contra os inimigos de Deus que estão foram da Igreja, e infiltrados nela, que estão fora e dentro de nós.
Mas a nossa luz não é nossa, é como a luz da lua que não tem luz própria, mas que reflete a luz do Sol, assim é a Igreja.
Vivemos o mistério da lua que reflete a luz de Cristo.
É a luz de Cristo que precisa brilhar!
“Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus.” Mateus 5,11-12
Esses versículos foi a última frase que ouvimos domingo passado, agora na continuação das bem aventuranças Jesus muda o tom do sermão nos dizendo:“Vós sois o sal da terra. Vós sois a luz do mundo”, esse contexto é para os cristãos perseguidos.
Todos os cristãos são chamados a ser sal da terra e luz do mundo, mas principalmente os perseguidos.
Que tipo de perseguição sofremos hoje na Igreja?
Podemos ver pela vida de São Pio de Pietrelcina.
Um frade que tinha estigmas, eram aspectos físicos de sua santidade, mas também aspectos interiores extraordinários, como o da perseguição, perseguição não somente dos de fora, mas dos que estavam dentro da Igreja, marcado pelo sofrimento e zelo pelas almas dizia: “A salvação das almas custam sangue.”
É aquilo que está livro de Hebreus 9,22: “Não há redenção sem derramamento de sangue.” Quantas vezes Padre Pio foi considerado um homem clinicamente morto, com as febres de mais de 50 °C, nesse período em que se encontrava doente, ele recebeu as chagas.
Um homem com um dom, as experiências de confessar-se com ele era extraordinária por que ele lia a alma das pessoas, e também tinha um grande amor pela alma dos seus filhos espirituais, onde falava: “Quando o Senhor me chamar, eu direi: 'Senhor, eu fico aqui, na porta do Paraíso. Entrarei quando tiver visto entrar o último de meus filhos espirituais'.”
Ele realizava esse grande prodígio: Atender confissões e celebrar Missa. Padre Pio foi chamado a se configurar a Cristo de outras formas, não somente no físico através das chagas, mas pelas calúnias, onde foi condenado injustamente, alguns padres e bispos tiveram inveja dele, com tudo isso, ele nunca falou mal da igreja.
Com ele aprendemos que cada alma deve ser salva, e que cada alma tem preço de sangue. Ele pagou o preço da salvação de muitos, foi o único sacerdote que teve as chagas de nosso Senhor, todos os outros foram leigos.
A boa nova do Padre Pio é ter se configurado a Cristo Crucificado. Jesus sofreu e morreu na cruz por todos, mas Ele escolhe algumas pessoas, para partilhar seu sofrimento.
“Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus.” Mateus 5,16
Jesus nos diz através de Padre Pio: “Vai ama-me de volta! Seja você também caluniado, chagado por mim! Ama-me de volta.
Por isso, Padre Pio brilha como luz, assim também que a sua luz brilhe para o mundo no seu sofrimento.
Olha a história da igreja que está marcado por tantos inimigos de fora, mas também de dentro. O inimigo que devemos temer não é o que está no externo, mas no interno, aquele que não quer que sejamos fiéis a Deus.
Outro exemplo que temos é o Bem aventurado José de Anchieta que não teve medo dos bárbaros de fora, mas do bárbaros dentro dele, ainda seminarista escrevia poemas para a Virgem Maria, modo de preservar sua castidade.
Reze portanto, pelas conversões.
A Igreja Celeste, são cidades iluminadas edificadas na montanha que não podem ser escondidas, enquanto isso na terra precisamos dessa batalha, para que nossa chama, não se apague. Estamos em perigo, a Igreja triunfante já está plenamente realizado, aqui estamos em luta, contra os inimigos de Deus que estão foram da Igreja, e infiltrados nela, que estão fora e dentro de nós.
Mas a nossa luz não é nossa, é como a luz da lua que não tem luz própria, mas que reflete a luz do Sol, assim é a Igreja.
Vivemos o mistério da lua que reflete a luz de Cristo.
É a luz de Cristo que precisa brilhar!
sábado, 22 de janeiro de 2011
Dá-me de beber
O mundo está sedento de Deus
"Todo aquele que beber desta água, terá sede de novo; mas quem beber da água que eu darei, nunca mais terá sede, porque a água que eu darei se tornará nele uma fonte de água jorrando para a vida inteira." Jo 4,13-14
Uma vez que se experimentou da água "Jesus", é natural se tornar uma fonte de água que, como Ele, jorrará para a vida inteira. Jesus, a fonte de água viva, quando se aproxima da samaritana, se coloca na condição de um necessitado, de alguém que precisa de água. Mesmo Ele sendo a fonte da água viva, fala "Dá-me de beber".
A humildade de Jesus faz com que algo que não era comum, acontecesse: o diálogo entre uma mulher samaritana e um judeu.
Se colocou na condição de quem precisava de água e assim, fez com que aquela mulher fosse alcançada pela água viva. A sua atitude mostrou a importância de me deixar alcançar pelo outro.
Ele poderia antes de tudo se apresentar como a fonte de água viva. mas pelo contrário, como alguém que precisa Ele diz "Dá-me de beber" se fazendo assim alcançar. Daí a importância de estar atento à necessidade do outro. De muitas vezes, como Jesus, me colocar na condição de quem precisa, me fazendo um com o outro. Não há mérito nenhum em ver e experimentar Jesus, se não me deixo alcançar pelo outro.
Para aqueles que o experimentaram e, assim se tornaram como Ele uma fonte de água viva, é inadmissível não ter a sua atitude. O mundo hoje se encontra como aquela Samaritana, sedento de Deus. Sedento de algo que muitos de nós já experimentamos.
Se com atenção eu olhar a minha volta, verei que existem samaritanas e samaritanos, tão próximos que corro o risco de não percebê-los. Quem hoje é um samaritano para mim? Para quem hoje eu preciso como Jesus dizer "Dá-me de beber" e como Ele me deixar alcançar?
"Todo aquele que beber desta água, terá sede de novo; mas quem beber da água que eu darei, nunca mais terá sede, porque a água que eu darei se tornará nele uma fonte de água jorrando para a vida inteira." Jo 4,13-14
Uma vez que se experimentou da água "Jesus", é natural se tornar uma fonte de água que, como Ele, jorrará para a vida inteira. Jesus, a fonte de água viva, quando se aproxima da samaritana, se coloca na condição de um necessitado, de alguém que precisa de água. Mesmo Ele sendo a fonte da água viva, fala "Dá-me de beber".
A humildade de Jesus faz com que algo que não era comum, acontecesse: o diálogo entre uma mulher samaritana e um judeu.
Se colocou na condição de quem precisava de água e assim, fez com que aquela mulher fosse alcançada pela água viva. A sua atitude mostrou a importância de me deixar alcançar pelo outro.
Ele poderia antes de tudo se apresentar como a fonte de água viva. mas pelo contrário, como alguém que precisa Ele diz "Dá-me de beber" se fazendo assim alcançar. Daí a importância de estar atento à necessidade do outro. De muitas vezes, como Jesus, me colocar na condição de quem precisa, me fazendo um com o outro. Não há mérito nenhum em ver e experimentar Jesus, se não me deixo alcançar pelo outro.
Para aqueles que o experimentaram e, assim se tornaram como Ele uma fonte de água viva, é inadmissível não ter a sua atitude. O mundo hoje se encontra como aquela Samaritana, sedento de Deus. Sedento de algo que muitos de nós já experimentamos.
Se com atenção eu olhar a minha volta, verei que existem samaritanas e samaritanos, tão próximos que corro o risco de não percebê-los. Quem hoje é um samaritano para mim? Para quem hoje eu preciso como Jesus dizer "Dá-me de beber" e como Ele me deixar alcançar?
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Deus está chamando você a ser um profeta
O Livro de Gênesis, no capítulo 1, nos diz que, no princípio, Deus criou o céu e a terra. No versículo 26, o Senhor diz: "Façamos o ser humano à nossa imagem e segundo nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todos os animais selvagens e todos os animais que se movem pelo chão”.
Você já viu Deus face a face? Contemple a fisionomia do Senhor na pessoa que está ao seu lado, porque Ele nos criou à Sua imagem e semelhança. No entanto, o homem caiu na fraqueza do pecado e saiu do paraíso.
Adão e Eva, então, tiveram dois filhos: Caim e Abel. Caim matou Abel. Depois, Adão teve outro filho: Set. E a humanidade começou a crescer, a multiplicar-se. Ela cresceu de tal forma que, no capítulo 6 do Gênesis, vemos: “Quando o ser humano começou a procriar-se sobre o solo da terra e gerou filhas, os filhos de Deus viram que as filhas dos humanos eram bonitas e escolheram as que lhes agradassem como mulheres para si” (Gn 6,1).
O Senhor viu, naquele momento, o quanto havia crescido a maldade das pessoas na terra e como todos os projetos delas tendiam unicamente para o mal.
"Noé, porém, encontrou graça aos olhos do Senhor. Esta é a história de Noé: Noé era homem justo e íntegro entre os contemporâneos e sempre andava com Deus” (Gn 6,8-9). Deus lança a Noé o desafio de construir a arca. Este executou tudo conforme o Senhor havia lhe ordenado.
Amados, Deus destruiu a humanidade, porque ela se perverteu; mas, no meio dela, havia Noé, que era justo e temia ao Senhor. Aconteceu o dilúvio, Noé desceu da arca e a humanidade começou a multiplicar-se de novo.
Deus quer eleger um povo de predileção, querido a Seus olhos; e começa com um homem: Abraão. O Senhor diz a Abrão: “Sai de tua terra, do meio de teus parentes, da casa de teu pai, e vai para a terra que eu te vou mostrar. 2.Farei de ti uma grande nação e te abençoarei: engrandecerei o teu nome, de modo que ele se torne uma bênção” (Gn 12,1). Abrão partiu como o Senhor havia lhe ordenado. Deus chama o homem para perto de Si e dá a ele a graça de realizar propósitos em Seu nome.
Depois de Abraão, há José. No Egito ele se destaca, ganha os favores do faraó e Deus se utiliza de um mal – pois ele [José] havia sido vendido por seus irmãos – para fazer um grande bem. O Senhor o elege para os egípcios e também os pais e irmãos dele. Assim termina o livro do Gênesis.
Deus vai suscitando homens e os coloca à frente do povo para conduzi-lo a tomar posse da terra prometida. Eles ingressam na terra. Chega um dado momento, o povo pede para si juízes. Entre eles Deus escolhe uma juíza: Débora. Suscitada pelo Senhor, ela poupa o povo de uma possível batalha. Assim, os livros bíblicos continuam.
Tempo depois, o Senhor inspirou um garoto chamado Samuel. Este escuta a voz de Deus e começa um novo propósito. E os livros continuam a passar suas páginas e Deus Pai continua a suscitar homens e mulheres que querem dar uma resposta diferente em seu tempo.
Deus hoje está chamado você mulher a ser uma profetisa como Débora. Está chamando você homem a ser um profeta como Moisés. Deus Pai continua elegendo uma geração de profetas e profetisas que, em Seu nome, quer alcançar os corações e chamar um povo para fazer a diferença. Mas Ele exige de nós uma resposta.
Não se coloque à parte, porque você também tem uma vocação. Pergunte a Deus qual é a sua vocação. Precisamos provocá-Lo: “Senhor, o que queres que eu faça?”. Ele vai colocar você no lugar que precisa estar para que lá você faça a diferença. Saia do comum dos homens para dar uma resposta a Deus com urgência. Ele quer vocacioná-lo para que você faça a diferença na sua casa, no seu trabalho, na sua escola.
Levante-se como Noé! Você está comprometido com Deus, pois você foi batizado e recebeu, naquele momento, a vocação de ser santo. Não abra mão disso; faça a diferença. Quando você ouvir ecoar a voz de Deus, peça que Ele abra seus ouvidos.
Você já viu Deus face a face? Contemple a fisionomia do Senhor na pessoa que está ao seu lado, porque Ele nos criou à Sua imagem e semelhança. No entanto, o homem caiu na fraqueza do pecado e saiu do paraíso.
Adão e Eva, então, tiveram dois filhos: Caim e Abel. Caim matou Abel. Depois, Adão teve outro filho: Set. E a humanidade começou a crescer, a multiplicar-se. Ela cresceu de tal forma que, no capítulo 6 do Gênesis, vemos: “Quando o ser humano começou a procriar-se sobre o solo da terra e gerou filhas, os filhos de Deus viram que as filhas dos humanos eram bonitas e escolheram as que lhes agradassem como mulheres para si” (Gn 6,1).
O Senhor viu, naquele momento, o quanto havia crescido a maldade das pessoas na terra e como todos os projetos delas tendiam unicamente para o mal.
"Noé, porém, encontrou graça aos olhos do Senhor. Esta é a história de Noé: Noé era homem justo e íntegro entre os contemporâneos e sempre andava com Deus” (Gn 6,8-9). Deus lança a Noé o desafio de construir a arca. Este executou tudo conforme o Senhor havia lhe ordenado.
Amados, Deus destruiu a humanidade, porque ela se perverteu; mas, no meio dela, havia Noé, que era justo e temia ao Senhor. Aconteceu o dilúvio, Noé desceu da arca e a humanidade começou a multiplicar-se de novo.
Deus quer eleger um povo de predileção, querido a Seus olhos; e começa com um homem: Abraão. O Senhor diz a Abrão: “Sai de tua terra, do meio de teus parentes, da casa de teu pai, e vai para a terra que eu te vou mostrar. 2.Farei de ti uma grande nação e te abençoarei: engrandecerei o teu nome, de modo que ele se torne uma bênção” (Gn 12,1). Abrão partiu como o Senhor havia lhe ordenado. Deus chama o homem para perto de Si e dá a ele a graça de realizar propósitos em Seu nome.
Depois de Abraão, há José. No Egito ele se destaca, ganha os favores do faraó e Deus se utiliza de um mal – pois ele [José] havia sido vendido por seus irmãos – para fazer um grande bem. O Senhor o elege para os egípcios e também os pais e irmãos dele. Assim termina o livro do Gênesis.
Deus vai suscitando homens e os coloca à frente do povo para conduzi-lo a tomar posse da terra prometida. Eles ingressam na terra. Chega um dado momento, o povo pede para si juízes. Entre eles Deus escolhe uma juíza: Débora. Suscitada pelo Senhor, ela poupa o povo de uma possível batalha. Assim, os livros bíblicos continuam.
Tempo depois, o Senhor inspirou um garoto chamado Samuel. Este escuta a voz de Deus e começa um novo propósito. E os livros continuam a passar suas páginas e Deus Pai continua a suscitar homens e mulheres que querem dar uma resposta diferente em seu tempo.
Deus hoje está chamado você mulher a ser uma profetisa como Débora. Está chamando você homem a ser um profeta como Moisés. Deus Pai continua elegendo uma geração de profetas e profetisas que, em Seu nome, quer alcançar os corações e chamar um povo para fazer a diferença. Mas Ele exige de nós uma resposta.
Não se coloque à parte, porque você também tem uma vocação. Pergunte a Deus qual é a sua vocação. Precisamos provocá-Lo: “Senhor, o que queres que eu faça?”. Ele vai colocar você no lugar que precisa estar para que lá você faça a diferença. Saia do comum dos homens para dar uma resposta a Deus com urgência. Ele quer vocacioná-lo para que você faça a diferença na sua casa, no seu trabalho, na sua escola.
Levante-se como Noé! Você está comprometido com Deus, pois você foi batizado e recebeu, naquele momento, a vocação de ser santo. Não abra mão disso; faça a diferença. Quando você ouvir ecoar a voz de Deus, peça que Ele abra seus ouvidos.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Deus quer passar uma borracha em nossos pecados
Eu quero convidar você para abrir a Palavra de Deus no Atos dos Apóstolos 3,17-21
“...e ele enviará aquele que vos é destinado: Cristo Jesus. É necessário, porém, que o céu o receba até os tempos da restauração universal, da qual falou Deus outrora pela boca dos seus santos profetas”. Hoje Deus vem falar muito forte para nós sobre o pecado.
“Agora, irmãos, sei que o fizestes por ignorância, como também os vossos chefes”. Nós somos pecadores e até o último minuto da nossa vida nós seremos pecadores. Quantas e quantas vezes nós falhamos com Deus sem a nossa própria vontade. A nossa carne reage contra o Senhor. Estar “desligado” do Senhor é um pecado que tem um retorno, uma resposta, ou seja, tem um perdão. Mas existe também o pecado premeditado, arquitetado, e para que ele seja perdoado será necessária uma luta muito grande, pois você atinge [por meio dele] não somente ao irmão, mas diretamente a Deus.
Existem também os pecados cometidos por ignorância. Nós precisamos saber quais são eles em nossa vida e por que os cometemos. O pecado é a causa da infelicidade dos homens, separando-os de Deus, que é nossa fonte de harmonia e de bem-estar. Precisamos de arrependimento, pois existe o pecado cometido por ignorância e o pecado arrogante, premeditado, que acaba nos levando à condenação.
Padre Léo dizia em suas pregações: “O único tribunal onde você é absolvido, embora confessando a própria culpa, é a confissão”. Deus quer passar uma borracha em nossos pecados. Qual é o pecado que hoje você tem para colocar nas mãos de Jesus? Quando precisarmos pedir perdão a Deus devemos pedir que Ele apague este pecado dentro de nós.
“Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos para serem apagados os vossos pecados”. Eu preciso apagar o pecado que está em mim, o pecado que me leva à tristeza, ao desânimo, os quais me fazem perder o sentido da vida. Não existe o sentido da perda da própria vida se por detrás disso não houver um pecado. Deus está lhe pedindo que hoje você coloque nas mãos d'Ele tudo aquilo que o maltrata. E saiba que não é o seu vizinho nem seu parente que o maltratam, mas sim, o pecado. Ele é o que nos maltrata!
É preciso conversão. A radicalidade vem de Jesus. Precisamos, a cada dia mais, estar com Deus, reconhecer as ações do Senhor em nossa vida. Até o ponto de reconhecermos que sem Deus não somos nada! Se você primeiramente não enxergar as próprias fraquezas, não conseguirá reconhecer os próprios pecados.
“Virão, assim, da parte do Senhor os tempos de refrigério, e ele enviará aquele que vos é destinado: Cristo Jesus. É necessário, porém, que o céu o receba até os tempos da restauração universal, da qual falou Deus outrora pela boca dos seus santos profetas”. O tempo do meu refrigério chegará quando eu estiver no céu. A minha grande luta não é para ter isso ou aquilo, mas sim para ter o céu! Temos que carregar a nossa cruz. Como será bom chegarmos ao céu e poder mostrar a Jesus o nosso ombro ferido, arrebentado por causa do peso da cruz que carregamos com coragem. Cristo está esperando a cada um de nós no céu. E Ele sabe que somos pecadores. Mas que estes nossos pecados não sejam premeditados, os quais nos levam à condenação, porque esperamos ardentemente o céu.
Wellington Silva Jardim (Eto)
Administrador da Fundação João Paulo II
“...e ele enviará aquele que vos é destinado: Cristo Jesus. É necessário, porém, que o céu o receba até os tempos da restauração universal, da qual falou Deus outrora pela boca dos seus santos profetas”. Hoje Deus vem falar muito forte para nós sobre o pecado.
“Agora, irmãos, sei que o fizestes por ignorância, como também os vossos chefes”. Nós somos pecadores e até o último minuto da nossa vida nós seremos pecadores. Quantas e quantas vezes nós falhamos com Deus sem a nossa própria vontade. A nossa carne reage contra o Senhor. Estar “desligado” do Senhor é um pecado que tem um retorno, uma resposta, ou seja, tem um perdão. Mas existe também o pecado premeditado, arquitetado, e para que ele seja perdoado será necessária uma luta muito grande, pois você atinge [por meio dele] não somente ao irmão, mas diretamente a Deus.
Existem também os pecados cometidos por ignorância. Nós precisamos saber quais são eles em nossa vida e por que os cometemos. O pecado é a causa da infelicidade dos homens, separando-os de Deus, que é nossa fonte de harmonia e de bem-estar. Precisamos de arrependimento, pois existe o pecado cometido por ignorância e o pecado arrogante, premeditado, que acaba nos levando à condenação.
Padre Léo dizia em suas pregações: “O único tribunal onde você é absolvido, embora confessando a própria culpa, é a confissão”. Deus quer passar uma borracha em nossos pecados. Qual é o pecado que hoje você tem para colocar nas mãos de Jesus? Quando precisarmos pedir perdão a Deus devemos pedir que Ele apague este pecado dentro de nós.
“Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos para serem apagados os vossos pecados”. Eu preciso apagar o pecado que está em mim, o pecado que me leva à tristeza, ao desânimo, os quais me fazem perder o sentido da vida. Não existe o sentido da perda da própria vida se por detrás disso não houver um pecado. Deus está lhe pedindo que hoje você coloque nas mãos d'Ele tudo aquilo que o maltrata. E saiba que não é o seu vizinho nem seu parente que o maltratam, mas sim, o pecado. Ele é o que nos maltrata!
É preciso conversão. A radicalidade vem de Jesus. Precisamos, a cada dia mais, estar com Deus, reconhecer as ações do Senhor em nossa vida. Até o ponto de reconhecermos que sem Deus não somos nada! Se você primeiramente não enxergar as próprias fraquezas, não conseguirá reconhecer os próprios pecados.
“Virão, assim, da parte do Senhor os tempos de refrigério, e ele enviará aquele que vos é destinado: Cristo Jesus. É necessário, porém, que o céu o receba até os tempos da restauração universal, da qual falou Deus outrora pela boca dos seus santos profetas”. O tempo do meu refrigério chegará quando eu estiver no céu. A minha grande luta não é para ter isso ou aquilo, mas sim para ter o céu! Temos que carregar a nossa cruz. Como será bom chegarmos ao céu e poder mostrar a Jesus o nosso ombro ferido, arrebentado por causa do peso da cruz que carregamos com coragem. Cristo está esperando a cada um de nós no céu. E Ele sabe que somos pecadores. Mas que estes nossos pecados não sejam premeditados, os quais nos levam à condenação, porque esperamos ardentemente o céu.
Wellington Silva Jardim (Eto)
Administrador da Fundação João Paulo II
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Novelas: ver ou não ver?
Que valores as novelas têm passado para nossas famílias?
"Deus nos quer livres. Jesus veio para nos libertar. O homem é senhor das suas escolhas".
Não podemos permitir que nada nos escravize. O dicionário diz que alienação é passar a outro a posse do que nos pertence. Se formos sinceros vamos concluir que, em questão de televisão, podemos viver muito facilmente uma alienação: não estamos sendo os comandantes; passamos o comando à televisão.
Estamos sendo comandados, teleguiados e até escravizados. Não somos senhores do nosso tempo, das nossas energias, faculdades e sentidos: entregamos tudo isso, gratuitamente, às mãos da televisão. Somos dominados; e não Filhos de Deus, livres. É bem capaz que você já esteja pensando que estou exagerando, que estou sendo radical, reduzindo tudo à televisão. Não estou! Tenho a certeza que não estou! Pelo positivo que vou lhe apresentar agora você vai perceber que não estou.
A televisão é um meio e é assim que ela deve ser usada. Veja bem: usada. O instrumento e o meio é ela. Nós precisamos ser os senhores. Devemos ser livres diante dela. Ela é, e só deve ser um instrumento a nosso serviço; a serviço da nossa formação, do nosso amadurecimento como pessoas que são filhas de Deus. A serviço daquilo que somos: homens e mulheres de Deus.
Portanto, nunca alienados. Digo isso porque temos que ter discernimento diante das novelas que assistimos. Precisamos nos questionar: Em que as novelas têm colaborado na formação do homem novo da mulher nova que está dentro de mim? Que valores as novelas têm passado para nossas famílias? Qual a influência que ela tem deixado em nós?
Quando era mais jovem fui viciada em ver novelas. Tornei-me uma adolescente triste e com a cabeça cheia de fantasias. Minha imaginação queria transformar em realidade o que assistia nas novelas. Tornei-me frustrada e infeliz. A vida real não era igual às novelas. Só depois que comecei a fazer as escolhas certas é que tomei consciência de que eu era comandada pelas novelas.
Os atores das novelas representam bem: são verdadeiros artistas. A atuação deles é impressionante. A nossa técnica no Brasil é muito mais avançada: certamente das melhores do mundo. O enredo e a trama das novelas são muito bem "bolados". Atraem, prendem e seguram. Mas não podemos ser ingênuos em não querer ver que o conteúdo de muitíssimas novelas é nocivo. Além daquilo que se mostra, há toda uma intenção que não se mostra, mas que é real.
Não podemos ser ingênuos, e então sermos inconseqüentes. Novela não tem mais lugar na minha vida!
Vera Lúcia Reis - Teóloga Canção Nova
"Deus nos quer livres. Jesus veio para nos libertar. O homem é senhor das suas escolhas".
Não podemos permitir que nada nos escravize. O dicionário diz que alienação é passar a outro a posse do que nos pertence. Se formos sinceros vamos concluir que, em questão de televisão, podemos viver muito facilmente uma alienação: não estamos sendo os comandantes; passamos o comando à televisão.
Estamos sendo comandados, teleguiados e até escravizados. Não somos senhores do nosso tempo, das nossas energias, faculdades e sentidos: entregamos tudo isso, gratuitamente, às mãos da televisão. Somos dominados; e não Filhos de Deus, livres. É bem capaz que você já esteja pensando que estou exagerando, que estou sendo radical, reduzindo tudo à televisão. Não estou! Tenho a certeza que não estou! Pelo positivo que vou lhe apresentar agora você vai perceber que não estou.
A televisão é um meio e é assim que ela deve ser usada. Veja bem: usada. O instrumento e o meio é ela. Nós precisamos ser os senhores. Devemos ser livres diante dela. Ela é, e só deve ser um instrumento a nosso serviço; a serviço da nossa formação, do nosso amadurecimento como pessoas que são filhas de Deus. A serviço daquilo que somos: homens e mulheres de Deus.
Portanto, nunca alienados. Digo isso porque temos que ter discernimento diante das novelas que assistimos. Precisamos nos questionar: Em que as novelas têm colaborado na formação do homem novo da mulher nova que está dentro de mim? Que valores as novelas têm passado para nossas famílias? Qual a influência que ela tem deixado em nós?
Quando era mais jovem fui viciada em ver novelas. Tornei-me uma adolescente triste e com a cabeça cheia de fantasias. Minha imaginação queria transformar em realidade o que assistia nas novelas. Tornei-me frustrada e infeliz. A vida real não era igual às novelas. Só depois que comecei a fazer as escolhas certas é que tomei consciência de que eu era comandada pelas novelas.
Os atores das novelas representam bem: são verdadeiros artistas. A atuação deles é impressionante. A nossa técnica no Brasil é muito mais avançada: certamente das melhores do mundo. O enredo e a trama das novelas são muito bem "bolados". Atraem, prendem e seguram. Mas não podemos ser ingênuos em não querer ver que o conteúdo de muitíssimas novelas é nocivo. Além daquilo que se mostra, há toda uma intenção que não se mostra, mas que é real.
Não podemos ser ingênuos, e então sermos inconseqüentes. Novela não tem mais lugar na minha vida!
Vera Lúcia Reis - Teóloga Canção Nova
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
A preguiça
Um mau trabalhador é um mau cristão
Após o pecado ter entrado na nossa história, Deus impôs ao homem "a lei severa e redentora do trabalho", como disse o Papa Paulo VI. “Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado" (Gênesis 3,19a).
Todo trabalho é uma continuação da atividade criadora de Deus. E o Senhor derrama a Sua graça sobre aquele que trabalha com diligência. O trabalho é a sentinela da virtude. Se com humildade oferecemos ao Altíssimo o nosso trabalho, este adquire um valor eterno. Assim, o temporal se transforma em eterno.
A preguiça joga por terra toda essa riqueza. Querer viver sem trabalhar é como desejar a própria maldição nesta vida. São Paulo disse aos tessalonicenses: “Procurai viver com serenidade, trabalhando com vossas mãos, como vo-lo temos recomendado. É assim que vivereis honrosamente em presença dos de fora e não sereis pesados a ninguém” (I Tessalonicenses 4,11-12).
O Talmud dos judeus diz que: “Não ensinar o filho a trabalhar é como ensiná-lo a roubar”. Trabalhando, como homem, Jesus tornou sagrado o trabalho humano e fonte de santificação.
Por isso, o lema de vida de São Bento de Nurcia, nos mosteiros, era: “Ora ET Labora!” (Reza e Trabalha!). Um mau trabalhador é um mau cristão. Um operário displicente é um mau cristão. Da mesma forma, um professor cristão e relapso é um contratestemunho cristão...
O pecado da omissão é fruto da preguiça. É por preguiça que o filho não obedece a seus pais e, muitas vezes, se torna um transviado. Do mesmo modo, é por preguiça que os genitores, muitas vezes, não educam bem os filhos. É por preguiça de algumas mulheres que o trabalho doméstico é, às vezes, malfeito, prejudicando os seus filhos, o esposo e a alegria do lar. É por preguiça de muitos maridos que a casa fica com as lâmpadas queimadas, o chuveiro estragado, a torneira vazando... Assim como é por preguiça que o trabalhador faz o seu serviço de maneira desleixada, prejudicando os outros que dependem dele. É por preguiça que o estudante não estuda as suas lições e se arrasta na sua caminhada e prejudica a sua formação.
Do mesmo modo é por preguiça que o cristão deixa de ir à Santa Missa, de rezar, de conhecer a doutrina da Igreja, de trabalhar na sua comunidade. Há um provérbio chinês que afirma: “Não é a erva daninha que mata a planta, mas a preguiça do agricultor”.
Após o pecado ter entrado na nossa história, Deus impôs ao homem "a lei severa e redentora do trabalho", como disse o Papa Paulo VI. “Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado" (Gênesis 3,19a).
Todo trabalho é uma continuação da atividade criadora de Deus. E o Senhor derrama a Sua graça sobre aquele que trabalha com diligência. O trabalho é a sentinela da virtude. Se com humildade oferecemos ao Altíssimo o nosso trabalho, este adquire um valor eterno. Assim, o temporal se transforma em eterno.
A preguiça joga por terra toda essa riqueza. Querer viver sem trabalhar é como desejar a própria maldição nesta vida. São Paulo disse aos tessalonicenses: “Procurai viver com serenidade, trabalhando com vossas mãos, como vo-lo temos recomendado. É assim que vivereis honrosamente em presença dos de fora e não sereis pesados a ninguém” (I Tessalonicenses 4,11-12).
O Talmud dos judeus diz que: “Não ensinar o filho a trabalhar é como ensiná-lo a roubar”. Trabalhando, como homem, Jesus tornou sagrado o trabalho humano e fonte de santificação.
Por isso, o lema de vida de São Bento de Nurcia, nos mosteiros, era: “Ora ET Labora!” (Reza e Trabalha!). Um mau trabalhador é um mau cristão. Um operário displicente é um mau cristão. Da mesma forma, um professor cristão e relapso é um contratestemunho cristão...
O pecado da omissão é fruto da preguiça. É por preguiça que o filho não obedece a seus pais e, muitas vezes, se torna um transviado. Do mesmo modo, é por preguiça que os genitores, muitas vezes, não educam bem os filhos. É por preguiça de algumas mulheres que o trabalho doméstico é, às vezes, malfeito, prejudicando os seus filhos, o esposo e a alegria do lar. É por preguiça de muitos maridos que a casa fica com as lâmpadas queimadas, o chuveiro estragado, a torneira vazando... Assim como é por preguiça que o trabalhador faz o seu serviço de maneira desleixada, prejudicando os outros que dependem dele. É por preguiça que o estudante não estuda as suas lições e se arrasta na sua caminhada e prejudica a sua formação.
Do mesmo modo é por preguiça que o cristão deixa de ir à Santa Missa, de rezar, de conhecer a doutrina da Igreja, de trabalhar na sua comunidade. Há um provérbio chinês que afirma: “Não é a erva daninha que mata a planta, mas a preguiça do agricultor”.
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